Cargos, traição e crises: o que pode determinar a vitória do próximo presidente da Câmara - Elite FM 101.7 - Energia positiva no ar!

Cargos, traição e crises: o que pode determinar a vitória do próximo presidente da Câmara

Por: Elite FM
Publicado em 08/12/2020
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Rodrigo Maia tenta costurar apoio para eleger um aliado/Foto: Cleia Viana/Câmara dos Deputados

A eleição que vai apontar o novo presidente da Câmara dos Deputados vai acontecer em fevereiro de 2021. Entretanto, em um ano atípico, as articulações para suceder Rodrigo Maia (DEM-RJ) transcorrem a todo o vapor. Na lista de exigências por apoios nesta disputa, estão pedidos por cargos na Esplanada dos Ministérios, na Mesa Diretora e no comando de comissões. Além disso, outros fatores podem desequilibrar a disputa: traições de aliados e até eventuais crises como a revelação de que o líder do PP na Casa, Arthur Lira (AL), comandou um esquema de rachadinha em Alagoas, que desviou em torno de R$ 254 milhões dos cofres públicos ao longo de seis anos. Aliados do presidente da República, Jair Bolsonaro, têm aconselhado o chefe do Poder Executivo a se afastar da disputa da Câmara justamente com o receio de que Bolsonaro seja acusado de dar suporte a um político investigado por desvio de dinheiro público (uma “ninharia”,só R$ 254 milhões).Que moral teria para ser presidente da Câmara ? E o toma-lá-dá-cá de Lira tem sinalizado que um apoio agora à sua candidatura significa não somente espaço na Mesa Diretora da Câmara, como também cargos de primeiro escalão na Esplanada dos Ministérios. A conta do Palácio do Planalto é simples: ao dar espaço para Arthur Lira e minar um eventual aliado de Rodrigo Maia, o governo federal teria condições de impor uma pauta legislativa de reformas liberais e até na área de costumes, algo que não ocorreu durante a gestão Maia. “Melhor uma raposa aliada, que uma raposa adversária”, admitiu em caráter reservado, um integrante palaciano da área militar. Se o grupo de Lira e o governo federal tentam atrair parlamentares por meio de cargos, o grupo de Rodrigo Maia aposta em traições no próprio PP e na oferta de cargos na Mesa Diretora e em comissões temáticas para atrair parlamentares. Rodrigo Maia, já disse a aliados que não será candidato à reeleição. Em resumo, os parlamentares brigam por motivos interesseiros ficando os interesses  do país  apenas como disfarce, comprovando mais uma vez  que partidos e políticos continuam sendo as duas classes mais desacreditadas num Congresso que gasta R$30 milhões por dia.


Fonte: Gazeta do Povo e Elite Fm