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Legendas de aluguel vs progressistas: a briga para tornar as eleições menos livres

Por: Elite FM
Publicado em 05/12/2020
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Foto: Pixabay/Gazeta do Povo

No dia seguinte às eleições municipais, foi possível dividir as manchetes entre as idiotas e as não-idiotas. As idiotas são aquelas que se preocupam com o piu-piu e a cor dos prefeitos das capitais. De uma ampla gama de assuntos a serem destacados, resolveram revelar ao leitor a chocante notícia de que quase todos os novos prefeitos têm piu-piu, e só uma periquita. Quanto à “raça”, nenhum deles declarou ao TSE ter um corpinho da cor do pecado. A obsessão por piu-pius, periquitas e tons de pele, mais apropriada à literatura erótica do que à política, é uma marca e um selo do PT. Estava presente no PSDB também, mas com alguma discrição. No começo do governo Lula, tinha-se uma SEPPIR, criou-se uma Cartilha de Politicamente Correto, mas não era nada muito além de sinecuras. Tratava-se de babar Fidel e apresentar-se na luta contra o imperialismo. Pois muito bem: o Plano de Reconstrução do Brasil do PT, publicado este ano, põe “raça e gênero” até pra tratar do 5G. Alinhado a isso, temos a cúpula do Judiciário, petista, impondo cota racial às candidaturas. As eleições ficaram menos livres em 2020, e podem ficar ainda menos livres em 2022, caso se instaurem tribunais raciais. O progressismo luta, cada vez mais, contra as eleições livres. Creio que a razão disso é o crescimento das legendas de aluguel, que, bem ou mal, possibilitaram candidaturas de neófitos. A burocracia eleitoral, neste país continental, é um tremendo empecilho à entrada de neófitos na vida pública. Definamos uma legenda de aluguel assim: É um partido-negócio feito para burlar a burocracia. Essa burocracia criou um verdadeiro cartel de partidos. 


Fonte: Bruna Frascola-Gazeta do Povo