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O que está por trás da onda de mega-assaltos a bancos, como em Criciúma e Cametá

Por: Elite FM
Publicado em 04/12/2020
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Mega-assaltos a banco como em Cametá, no Pará, têm ocorrido com mais frequência. Foto: Governo do Pará

Esse tipo de assalto se chama”: Novo Cangaço”.Um dia após um mega-assalto em Criciúma, em Santa Catarina, um grupo armado com fuzis assaltou uma agência bancária na madrugada de quarta-feira (2) em Cametá, a 235 km de Belém, no Pará. Os bandidos erraram o cofre e não levaram nada. Uma quadrilha com cerca de 20 pessoas também cercou o quartel da Polícia Militar para impedir a ação policial e usou reféns como escudos humanos — um deles morreu durante a ação. Os mega-assaltos em Criciúma e Cametá não são casos isolados. Neste ano, já ocorreram cerca de 10 assaltos a bancos. Esse tipo de assalto é chamado de “novo cangaço” e se caracteriza por ações rápidas, violentas, com a tomada de reféns, uso de armas de fogo e explosivos. Mega-assaltos demonstram capacidade de organização e planejamento dos bandidos, que chamam atenção por causa das semelhanças entre si e esse tipo de ação exige um bom tempo de planejamento, segundo Cassio Thyone Rosa, membro do Conselho do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP). Por ser final de ano, os bancos se preparam com grande volume de dinheiro por causa do 13º terceiro, o que atrai a bandidagem.Segundo o G1, o subcomandante geral da PM em Santa Catarina,afirmou que vê semelhança entre o roubo em Criciúma e os ataques recentes a agências em Sorocaba e Botucatu, no interior de São Paulo. Segundo o coronel Marcelo Pontes, a forma de agir das quadrilhas e até os explosivos usados são semelhantes. A Polícia Civil investiga a possível relação entre os casos.“A criminalidade percebeu que o interior é muito mais vulnerável do que as capitais”, explica o membro do FBSP.


Fonte: Gazeta do Povo