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Covid-19:por que alguns países vão oferecer a vacina primeiro

Por: Elite FM
Publicado em 02/12/2020
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Foto: Bigstock/Gazeta do Povo

A Europa e a Ásia estão retornando aos piores dias da pandemia de Covid-19. Países como França, Espanha e Itália já anunciam uma segunda onda da doença. Com o aumento no número de casos, vários países começam a adotar medidas como o lockdown parcial, em uma tentativa de frear a contaminação. Ao mesmo tempo, empresas farmacêuticas estão correndo para trazer um imunizante viável ao mercado: testes com vacinas avançam na Europa, Estados Unidos e China. Nos Estados Unidos, a farmacêutica Pfizer busca aprovação dos órgãos reguladores para uso emergencial da vacina contra a Covid-19, desenvolvida em parceria com a BioNTech. Na União Europeia, um contrato assinado com a Moderna deverá garantir o fornecimento de até 160 milhões de doses da vacina contra o novo coronavírus desenvolvida pela farmacêutica americana. Alguns europeus podem até mesmo ter acesso à vacina antes do fim deste ano. Mais da metade do total de mortes por Covid-19 no mundo (1,3 milhão) foi registrado em quatro países, sendo três de média e baixa renda: Estados Unidos, Brasil, México e Índia. Por outro lado, as vacinas estão mais concentradas em países de alta renda. A pesquisa estima que 6,4 bilhões de doses de vacinas potenciais já foram compradas e outras 3,2 bilhões estão em negociação ou reservadas para expansões opcionais de acordos existentes. Os países com maior número de doses são: Canadá, Austrália, Grã Bretanha, EUA e União Europeia. O Brasil ocupa a décima posição, com uma dose de vacina por habitante. Cada paciente deve tomar duas doses da vacina para ter imunidade contra a Covid-19. Com países mais ricos reservando mais doses, países de média e baixa renda deverão ter menos acesso aos imunizantes. “Uma iniciativa de imunização global já busca remediar essa desigualdade com o objetivo de permitir que todos os países do mundo tenham acesso à vacina mais ou menos ao mesmo tempo”, diz o CEO da farmacêutica AstraZeneca, Pascal Soriot. 


Fonte: Gazeta do Povo