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Mais renda, menos consumo: a poupança cresceu, mas não garante retomada em 2021

Por: Elite FM
Publicado em 24/11/2020
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Poupança aumentou em 2020, atrelada a um movimento de avanço na renda e diminuição de consumo-Foto: Pixabay/Gazeta do Povo

Por prudência ou por não ter com o que gastar, os brasileiros estão poupando mais em 2020. A taxa de poupança alcançou o equivalente a 15,5% do Produto Interno Bruto (PIB) no segundo trimestre, o maior nível desde o primeiro trimestre de 2015, de acordo com o IBGE. A captação líquida da caderneta de poupança, aplicação mais popular, segue batendo recorde e acumula R$ 144,2 bilhões no acumulado de janeiro a outubro deste ano, segundo o Banco Central. Apesar desse colchão, especialistas avaliam que não dá para contar apenas com esses recursos para impulsionar a retomada da economia em 2021, porque parte do que foi poupado não será usado para consumo imediato. Para os mais ricos, que economizaram mais, a tendência é de voltar ao mesmo patamar de gastos anteriores à pandemia, e não expandi-los. Os mais pobres, por sua vez, estão vulneráveis à redução de renda com o fim do auxílio emergencial. Além disso, a incerteza em relação a uma nova onda da Covid-19, que provoque novos fechamentos no país, e à recuperação do mercado de trabalho fazem com que essa propensão à poupança aumente, limitando a disposição para gastar. Ainda se soma a esse cenário o risco fiscal do país, decorrente do aumento do gasto público para ações de mitigação da pandemia, que acarretaram em déficit primário recorde e elevação da dívida pública. Essa situação desestimula o consumo.


Fonte: Gazeta do Povo