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O desmanche do PT

Por: Elite FM
Publicado em 23/11/2020
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Desmanche do PT coincidiu com o desmanche do próprio ex-presidente, Condenado pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro na Lava Jato-Foto: Ricardo Stuckert/Fotos Públicas

Pouco se ouviu falar do ex-presidente,(que ainda tem inúmeros processos para encarar),depois de encerrado o primeiro turno das eleições municipais. Para dizer a verdade, também não tinha se ouvido muita coisa antes, durante a campanha,(O PT impôs o nome do ex-presidente em toda propaganda do partido, mas teve efeito negativo).Sua atitude não combina, nem um pouco, com o protocolo geral da ciência política brasileira dos últimos 40 anos, ou quase isso. Afinal, não se faz política neste país sem que o ex-presidiário, seja levado em consideração,como a peça-chave do jogo,em qualquer momento, situação ou perspectiva eleitoral. Talvez o mais correto, hoje, seja mudar o tempo do verbo: não se fazia política sem ele.Pelo jeito,como parecem indicar essas eleições, já estão começando a discutir a política do presente — e principalmente do futuro — sem que seja invocado o nome do ex-presidente do Brasil por dois mandatos e o grande chefe, sem a mínima contestação, daquele que foi um dos maiores partidos do país. Entre um momento e outro o seu PT foi entrando em colapso progressivo e a peça-chave deixou de ser chave. O desmanche do PT coincidiu com o desmanche do próprio ex-presidente. Um ano atrás, exatamente, ele foi solto, mas politicamente foi como se continuasse tão anulado quanto estava durante o tempo em que ficou preso. O terremoto que iria abalar o Brasil com a sua prisão simplesmente não aconteceu; o máximo que se conseguiu foi juntar uma dúzia de “militantes” em torno da sede da PF para gritar “bom dia, presidente ” e outras ilusões do mesmo tipo. O candidato do Partido dos Trabalhadores na cidade que tem o maior número de trabalhadores do país – São Paulo – ficou em sexto lugar, junto com os concorrentes nanicos, no pior desempenho da sua história na capital. No restante do país, foi o mesmo cataclismo. Dos 630 prefeitos que o PT tinha em 2012, no auge de Lula, ficaram 179.Vale o ditato:”Em casa de enforcado, não se fala em corda”.


Fonte: J.R. Guzzo-GP e Elite FM