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O Brasil é o lanterninha dos rankings internacionais. Como melhorar?

Por: Elite FM
Publicado em 17/11/2020
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Imagem:Livro “As Crianças mais inteligentes do Mundo”

 Partindo do pressuposto de que “sem educação não há salvação” fica explicada a origem de tantos problemas no Brasil. Ser o país lanterninha das avaliações internacionais é prova evidente de que nossa educação só foi e continua sendo prioridade no discurso. Por que a educação do país patina em tantos aspectos? Por qual razão os alunos permanecem com desempenho pífio nos rankings internacionais? O que há de errado com a formação de professores? Até quando crianças chegarão à 3ª série sem serem alfabetizadas e, afinal, a ideologização do ensino é o principal dos problemas? O diagnóstico é complicado e mudar o quadro não é fácil, mas é possível se seguirmos exitosos exemplos de países que avançaram nesse sentido. Há um livro da jornalista americana, Amanda Ripley, sobre educação “As Crianças mais inteligentes do Mundo” e como elas chegaram lá. E não se conformando com os resultados medíocres da nação mais poderosa do mundo em matemática, ciências e leitura, durante um ano pesquisou os sistemas de 3 países, Finlândia, Polônia e Coreia do Sul. E aponta que o ponto de partida para a evolução educacional começa com o despertar do senso crítico dos alunos, como fundamental para as demais atitudes. No Brasil, o sistema foi empurrando goela abaixo excesso de conteúdos, sendo a maior parte, inócua e incoerente em relação às necessidades dos alunos, o que gerou sempre, mais de 30% de evasão escolar, pois não havia indícios de que estudar valia a pena. O estudante quer que a escola lhe dê condições de emprego e renda. O sistema de educação no Brasil faz com que os alunos fiquem até 12 anos na escola e depois desse tempo não sabem fazer nada em termos de profissão e o próprio sistema o lança para um vestibular, sendo que na realidade, a maioria quer trabalhar e não pretende avançar em cursos top de linha. E sabe-se que no Brasil faltam profissionais em muitas áreas e a escola não entendeu essa realidade. Singapura dá o exemplo. A escola tem por objetivo preparar profissionais para todas as áreas, e mesmo antes de concluir o estudo, já têm assegurada a profissão nas empresas. Assim é na Coreia do Sul e Singapura. Seguindo esse exemplo, o Brasil resolve a precariedade da educação. Evidente que deverá ser implantada uma nova infraestrutura com professores capacitados e demais recursos técnicos e estruturas físicas e pedagógicas próprias de um projeto de Estado para a Educação.

 


Fonte: Rádio Elite Fm