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O ano letivo de 2021 e o desafio para as escolas

Por: Elite FM
Publicado em 15/11/2020
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Imagem ilustrativa-Foto: Antônio More/Gazeta do Povo

Já não é novidade o fato de o Brasil liderar o ranking de países que mais tempo figuram com as escolas fechadas. Tampouco é de causar espanto a autorização dada para abertura de bares, parques, casas de eventos, restaurantes e até mesmo para atos de campanhas eleitorais em meio a aglomerações. No entanto, essa mesma regra não vale para as escolas, que continuam sem poder atender nem receber regularmente crianças, apesar de as instituições de ensino seguirem uma série de protocolos já investidos, comunicados, implementados e referendados como seguros pela própria área da saúde. Por consequência, observa-se um grau de indiferença em relação aos efeitos psicológicos causados nas crianças, que, sem escola aberta, ficam à mercê de favores de vizinhos, cuidadores, amigos e avós informais ? sem, é claro, seguir muitos protocolos ?, uma vez que muitos pais já trabalham em regime laboral normal. Diferentemente de outros setores da economia que já vislumbram retomadas, o educacional ainda caminha, como um teste cardíaco aos educadores, à custa de previsões e muita incerteza. No começo da pandemia, havia dúvidas e medo – por sinal, muito compreensíveis, pois o mundo vivia um encontro com o desconhecido. Mas hoje tais sentimentos são inadmissíveis pois há grande volume de pesquisa e achados científicos consistentes que se baseiam em uma retaguarda sólida de estudos internacionais sobre a doença em crianças, subsidiando a necessidade urgente da reabertura segura das escolas. Em artigo recente do New York Times, o Centro de Prevenção e Controle de Doenças da Europa afirmou que seria improvável que o fechamento das escolas significasse uma proteção potencial à saúde das crianças, pois estas representam menos de 5% de todos os casos do novo coronavírus nos 27 países da União Europeia e do Reino Unido. O retorno às aulas presenciais será um profundo e delicado recomeço para evitar perdas ainda maiores em 2021.


Fonte: Gazeta do Povo