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A última razão da diplomacia sempre foi a pólvora. Qual o espanto?

Por: Elite FM
Publicado em 14/11/2020
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Bolsonaro mandou recado à cobiça internacional sobre a Amazônia ao falar sobre o emprego de pólvora quando o diálogo fracassa.| Foto: Reprodução/Instagram/@jairmessiasbolsonaro/Gazeta do Povo

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou a retomada dos testes da vacina chinesa Coronavac, em parceria com o Instituto Butantan, em São Paulo, menos de 24 horas depois de ter suspendido os ensaios por causa de um “evento adverso grave”. Certamente ficou comprovado que o suicídio do voluntário não foi um efeito colateral do imunizante. Menos mal. O presidente Jair Bolsonaro falou na terça-feira (10) que “quando acabar a saliva tem que ter a pólvora”, em um recado à cobiça internacional sobre a Amazônia brasileira. Ele traduziu uma expressão que todo mundo conhece: a última razão da diplomacia é a pólvora. Aliás, só para lembrar, o Brasil só tem o Acre porque tudo começou com a pólvora do Plácido de Castro e terminou com a diplomacia do Barão do Rio Branco. Ou seja, a fala de Bolsonaro foi um aviso para os que estão de olho na floresta. Não é pelas árvores não, é pelo que está abaixo delas, minerais estratégicos de altíssimo valor. Bolsonaro quer que o Brasil pare de se preocupar tanto com o coronavírus. A gente sabe, houve uma histeria exagerada nessa pandemia. Segundo o levantamento nacional dos cartórios, se você somar todas as mortes por doenças respiratórias há 30 mil óbitos a mais do que por Covid-19. As pessoas estão deixando de tratar doenças graves por medo de ir aos hospitais em meio à pandemia. Isso é um perigo!


Fonte: Alexandre Garcia-Gazeta do Povo