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Covid-19 ressuscita a “velha corrupção”, e contratos irregulares atingem cifra bilionária

Por: Elite FM
Publicado em 12/11/2020
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Polícia Federal e CGU fecharam o cerco contra desvios de recursos da Covid-19- Desvios envolvem R$ 2,054 bilhões- Foto: Gazeta do Povo/Arquivo

Se no âmbito clínico a pandemia do coronavírus é um desafio para médicos, infectologistas e demais profissionais da saúde, na esfera criminal a Covid-19 ressuscitou velhos esquemas de corrupção no Brasil, com modus operandi conhecidos há décadas.As contratações irregulares para combater o coronavírus, executadas por vários estados e municípios, chegam a pelo menos R$ 2,054 bilhões até o momento. Entre as principais ilegalidades, estão favorecimento ilícito de gestores, contratação de empresas sem capacidade técnica operacional para lidar com serviços de saúde, direcionamento de licitações, aplicação de dinheiro em empresas de fachada (ou sem sede). Também há a aquisição de equipamentos de proteção individual (EPI), respiradores e testes para a Covid-19 superfaturados ou com sobrepreço. Até uma loja de vinhos vendeu equipamentos para a pandemia. Desde o dia 23 de abril, foram desencadeadas 56 operações em 190 dias – em média, uma a cada 3,4 dias – pela Polícia Federal ou pela CGU (ou pelos dois órgãos em conjunto) que miravam contratos irregulares.Até o momento, as operações feitas pela PF resultaram em 11 prisões preventivas, 120 prisões temporárias e na execução de 922 mandados de busca e apreensão. A corrupção envolve 19 estados entre os quais todos os da região Sul. Estado de calamidade despertou “sensação de liberdade”, diz CGU, pois a “gataiada” saiu a campo pensando que não haveria fiscalização.O modus operandi é o mesmo da desbragada corrupção no governo do PT, superfaturamentos para gerar propina.Mais uma vez, e pior ainda, os maiores assassinos da sociedade são os que roubam dinheiro público, mesmo numa pandemia, o que revela o mau caráter desses corruptos. Pena que a Justiça está falhando na punição e Justiça que tarda, falha e permite mais adeptos.Estão na mira dos órgãos de controle os governadores afastados do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), e de Santa Catarina, Carlos Moisés (PSL), Wilson Lima (PSC), do Amazonas, e Helder Barbalho (MDB), do Pará.


Fonte: Gazeta do Povo e Elite Fm