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Estiagem provoca cenário desolador e compromete abastecimento no Sudoeste e no Oeste

Por: Elite FM
Publicado em 09/11/2020
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Rio Siemens e Rio Santa Cruz evidenciam a gravidade da estiagem no Sudoeste do Estado/Imagem:http://site.sanepar.com.br/

Consumo alto de água e chuvas abaixo da média colocam sistemas de abastecimento em alerta de rodízio. O agravamento da crise hídrica em todo o estado deixa em alerta vários sistemas de abastecimento das regiões Sudoeste e Oeste e requer a colaboração dos moradores para economizar água. O principal motivo é a queda na vazão de rios, poços e minas. Um dos casos mais críticos é o do Rio Siemens, que abastece as cidades de Capanema e de Planalto e teve queda de 75% em sua vazão. Até o fim desta semana a Sanepar coloca em operação um poço que vai contribuir com a produção de um milhão de litros a mais por dia para atender os dois municípios. Outras cidades do Sudoeste correm o risco de entrar em sistema de rodízio, como Nova Prata do Iguaçu, Dois Vizinhos, Salto do Lontra, Salgado Filho e Nova Esperança do Sudoeste. Em Dois Vizinhos, o Rio Jirau Alto teve redução de 50% na vazão. E em Salto do Lontra, o volume do Rio do Lontra teve queda de 70%. Em Santa Izabel do Oeste, o abastecimento está bastante comprometido com a queda de 45% da vazão do Rio Anta Gorda, de 15% do poço e de 80% da mina. Em Nova Prata do Iguaçu, o Rio Santa Cruz praticamente secou, e o fornecimento de água está sendo feito apenas com a contribuição do Rio Cotegipe, que também teve 40% de redução no volume. Em Salgado Filho, a queda da vazão do Rio Tamanduá chegou aos 75%. Em Bom Jesus do Sul, a Sanepar está complementando o abastecimento com caminhão-pipa que leva água de Santo Antônio do Sudoeste. Na região Oeste, o cenário também é de gravidade. Os poços e rios que abastecem Cascavel, incluindo o São José, apresentam redução acima de 40% nas suas vazões. A gerente geral da Sanepar, Rita Camana, alerta que agora é hora de todos colaborarem.“O uso da água deve ser priorizado para a alimentação, higiene pessoal e limpeza dos ambientes. De um lado, temos a redução drástica nos mananciais de abastecimento e, do outro, aumento da demanda por água tratada. A conta não fecha. Vai faltar água e teremos de adotar medidas mais severas para poder manter o abastecimento nas cidades”,destaca Rita.


Fonte: Assessoria Sanepar

Fonte das fotos: Imagem:http://site.sanepar.com.br/