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Dia de finados: A importância de saber elaborar o luto

Por: Elite FM
Publicado em 02/11/2020
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Foto:Divulgação

A palavra “Finados”, significa algo que findou, se foi ou morreu. Em nosso país, esse dia, tradicionalmente marcado para 2 de novembro, é dedicado a homenagear os entes queridos que já morreram, visitar seus túmulos, levar flores e orar pelas suas almas.Conforme registros históricos, a tradição do Dia de Finados foi instituída pela Igreja Católica no século X e diz que os vivos devem interceder pelas almas que estão no purgatório esperando a purificação. Mas, o costume é mais antigo do que se imagina. Desde o século II, ao que tudo indica, já se tem indícios de cristãos que rezavam por seus falecidos, visitando os túmulos dos mártires e pedindo pelos que já morreram.Aos poucos, então, a Igreja foi aderindo ao costume e no século V já era costume dedicar um dia do ano para rezar por todos os mortos, especialmente pelos quais não tinham família e ninguém se lembrava de pedir por suas almas. Mas, a escolha do dia 2 de novembro como a data oficial para celebrar o Dia de Finados só foi feita mesmo no século XIII. Os responsáveis pela Igreja escolheram o dia por suceder o Dia de Todos os Santos, tradicionalmente comemorado em 1º de novembro.Segundo a neuropsicóloga Leninha Wagner, os sentimentos que emergem com o luto são aqueles mais desafiadores de se lidar: Perda, dor, despedida, vazio. “Por isso muitas vezes nos sentimos tentados a ultrapassar rapidamente este momento para abreviar o sofrimento. Mas nem sempre o atalho é o melhor caminho a seguir. Sobretudo se estamos falando de como nos relacionar com as emoções. As emoções negativas, são extremamente difíceis de serem digeridas, mas se acolhermos e compreendermos a finitude humana, encontraremos uma dimensão curativa na elaboração do luto”.Além disso, ela detalha que o luto “é um processo que resulta de uma ‘perda’ significativa para a nossa vida, e se refere a um investimento afetivo que não tem mais quem o ‘receba’. Não se trata, portanto, de um obstáculo a ser vencido o mais breve possível!” Leninha lembra ainda que “se não vivermos o luto até o fim, não elaboramos a perda, impedindo o término desse processo”.Na maior parte das vezes, a sociedade compreende o luto como um processo instaurado pela morte ‘concreta’, de alguém próximo. Mas, destaca Leninha, “ele pode estar relacionado também a rompimentos de outras naturezas, ou ao encerramento de ciclos. Como por exemplo, o término de um relacionamento, o rompimento de uma amizade, a perda de um emprego ou mesmo de um projeto de vida”. Mas, a neuropsicóloga detalha, “em qualquer um dos casos, ele é um momento fundamental porque implica na ressignificação de emoções e na restauração do indivíduo após a perda do objeto amado”. 


Fonte: Fabiano de Abreu -Gestão geral grupo MF Press Globa