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“Inflação do aluguel” dispara e chega a 21%. O que fazer para evitar o reajuste

Por: Elite FM
Publicado em 01/11/2020
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O IGP-M, indicador de inflação usado para reajustar aluguéis, disparou-Foto: Jonathan Campos/Arquivo-Gazeta do Povo

Muito influenciado pelo dólar e o preço das commodities, o Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) disparou nos últimos meses. Apesar da desaceleração em outubro (quando subiu 3,23%, abaixo dos 4,34% de setembro), o acumulado em 12 meses voltou a avançar com força, passando dos 17,94% apurados no mês passado para praticamente 21% agora – mais precisamente, 20,93%. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (29) pela Fundação Getulio Vargas (FGV).A expectativa mediana para o IGP-M ao fim de 2020, que era de 15,64% há quatro semanas, chegou a 17,15% na semana passada e a 19,72% no último boletim Focus.A alta está bastante descolada do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), a inflação "oficial" que baliza as metas do Banco Central, que em setembro acumulava alta de 3,14% em 12 meses. O problema é que esse descolamento pode acabar estourando no valor do aluguel, com aumentos proibitivos para os inquilinos. Isso porque boa parte dos contratos de locação são reajustados, na data de aniversário, pelo IGP-M acumulado em 12 meses.Se para os proprietários pode haver margem para pedir uma correção mais generosa por causa de possíveis concessões já feitas neste ano, do lado do inquilino, há o peso de um mercado com demanda menos aquecida que pode neutralizar o reajuste.

 


Fonte: Gazeta do Povo