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Luto: ”Não é um caminho fácil”

Por: Elite FM
Publicado em 31/10/2020

 Vale lembrar que quando se trata de viver o luto, não existe um padrão de comportamento a ser seguido,diz  a neuropsicóloga Leninha Wagner. “Algumas pessoas ficam mais à flor da pele, sentem vontade de falar, chorar e de contar com a companhia de alguém. Mas há quem opte em se recolher porque precisa desse isolamento para reorganizar as emoções. Não existe uma maneira ‘melhor’ ou ‘pior’ de vivenciar essa experiência, então o mais importante é respeitar o processo de cada um”. Nesse sentido, Leninha Wagner lembra que “existem várias gradações do luto, em alguns casos ele pode ser mais longo, em outro, ele pode ser mais breve. Se a pessoa sentir que precisa de ajuda, é fundamental que ela possa pedir sem medo, que ela não se furte a esse direito. Nessas horas a postura dos amigos e familiares que estão em volta faz total diferença”.Mas atenção: Leninha ressalta que “negar a expressão da dor do outro com comandos como ‘não chore’, ‘pare de sofrer, porque ele (a) não quer te ver triste’ são desencorajadores. Você estará ajudando muito mais se demonstrar entender a dor do outro. O outro precisa ver a sua dor ‘legitimada’, afinal aquela morte abriu um ‘rombo de dor e saudade’ em seu coração. Então é preciso deixar a pessoa à vontade para experienciar a dor do seu jeito, sem que seja censurado. Isso é importante para o processo de ‘cura”, explica. 


Fonte: Fabiano de Abreu -Gestão geral grupo MF Press Global