Microrregião de Francisco Beltrão é responsável por todos os casos de dengue no Sudoeste - Elite FM 101.7 - Energia positiva no ar!

Microrregião de Francisco Beltrão é responsável por todos os casos de dengue no Sudoeste

Por: Elite FM
Publicado em 27/10/2020
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Para evitar a dengue é preciso acabar com todos os depósitos de água na propriedade-Crédito-Agência Estadual de Noticiais

Há exatos 90 dias do início do novo período epidemiológico de dengue no estado do Paraná, a região Sudoeste já contabiliza 18 casos da doença, sendo um considerado como dengue grave (DG). Em comparação com os últimos quatro anos, esse é o maior índice registrado na região, no mesmo intervalo de tempo. De acordo com dados do informe emitido pela Secretaria Estadual de Saúde (Sesa), na terça-feira (20), todos os 18 casos são apontados na microrregião de Francisco Beltrão, que, historicamente, é a responsável por, pelo menos, 80% do total de casos em todo Sudoeste.Conforme Ivana Lúcia Belmonte, coordenadora de Vigilância Ambiental da Sesa, mesmo que o Paraná esteja em um período de baixa circulação viral, é necessário intensificar as medidas de prevenção ao Aedes Aegypti. “As regiões Norte, Oeste e Sudoeste são de alta circulação viral, pois existem condições propícias para isso. Por isso, é necessário que todos os municípios tomem o cuidado para evitar um risco de epidemia, nessas regiões que já são endêmicas ou seja, onde a dengue se manifesta com frequência”, explicou. A falta de um saneamento básico completo também contribui para a proliferação de dengue, pois, como explica Ivana, os respiros das fossas são um dos principais criadouros do mosquito transmissor da doença. “Então, ela [a fossa] precisa estar muito bem vedada e o respiro tem que ser de tela, como também em poços, porque mesmo que tenha uma tampa, se tiver uma fresta, o mosquito entra e ai, aquele ambiente acaba se tornando um grande criadouro. ”Entre os 42 municípios do Sudoeste, apenas 17 possuem o correto tratamento de esgoto, ou seja, já não utilizam, em sua totalidade, fossas sépticas. Os dados são da Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar). 


Fonte: Diário do Sudoeste