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Por que as igrejas cristãs são alvos de ataques da extrema-esquerda?

Por: Elite FM
Publicado em 23/10/2020
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Igreja da Assunção é incendiada em Santiago, no Chile. Foto: Claudio Reyes/AFP/Gazeta do Povo

Extremistas de esquerda incendiaram duas igrejas católicas em Santiago, no Chile, no último domingo (18), em meio a um ato organizado para celebrar o primeiro aniversário dos protestos do ano passado contra a desigualdade no país. Os radicais não indicaram por que as igrejas foram o alvo de seu vandalismo. Ataques violentos a igrejas também ocorreram em nos Estados Unidos. Ambos os ataques trouxeram novamente à tona a tese de que a real motivação da extrema-esquerda não é uma questão social específica, mas o desejo de uma mudança ampla e radical nas estruturas da sociedade, que passe uma borracha no passado cristão de seus países. Há uma carga simbólica em atos contra igrejas tanto pela ideia de ruptura com a tradição quanto pela conexão ideológica com o caráter anticristão de movimentos esquerdistas do passado. Um dos templos atacados,no Chile, têm uma relação simbólica com a ditadura de Augusto Pinochet (1973-1990). Os ataques ocorreram a uma semana da realização de um plebiscito para mudar a Constituição herdada dessa ditadura.A igreja de São Francisco de Borja é a capelania militar. Ao atacar essa igreja, eles estão atacando a figura dos carabineros, que são uma espécie de Polícia Militar do Chile. É significativo por ser um ataque contra as forças militares do país. É um símbolo que é católico, mas que ao mesmo tempo está ligado aos carabineros. O historiador, Julio Cesas Chaves, declarou:” “Não descarto a questão do ódio à religião, que é típico da esquerda, mas, nesse caso, acho que ‘uniram o útil ao agradável’, digamos assim. São alvos que chamam a atenção e são simbólicos.” O especialista também recorda que os escândalos de abusos sexuais contra crianças no Chile, revelados a partir de 2010, aumentaram a hostilidade contra a igreja no país. A ONG cristã Portas Abertas, revela que nos últimos tempos, houve um aumento expressivo no número de ataques a igrejas e prédios cristãos – o que envolve não só templos, mas escolas, hospitais, cemitérios, lojas, entre outros. No Brasil, ataque a igreja poderia ser enquadrado em quatro tipos penais, inclusive terrorismo.


Fonte: Gazeta do Povo