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A armadilha da dívida brasileira

Por: Elite FM
Publicado em 22/10/2020
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Foto: Reprodução/Banco Central/Gazeta do Povo

O desperdício de dinheiro público é uma das causas de desrespeito ao contribuinte. A dívida pública bruta brasileira vai romper o patamar de 100% do PIB ainda neste ano, alertou o Fundo Monetário Internacional, em sua edição mais recente do Monitor Fiscal. O relatório traz, ainda, uma série de outras previsões sobre o desempenho do Brasil neste ano de estouro de gastos causado pela pandemia do coronavírus: déficit primário de 12% do PIB (em 2019, havia sido de 1%) e déficit nominal – incluído o pagamento de juros da dívida – de 16,8% do PIB (contra 6% no ano passado). O FMI usa um critério mais severo que o do Banco Central para o cálculo da dívida como porcentagem do PIB – o FMI inclui também os títulos do Tesouro de posse do próprio BC, que os desconsidera em sua conta –, mas, por qualquer ângulo que se olhe, o panorama não é nada alentador e pede ações rápidas. No caso brasileiro, entretanto, há uma agravante: teremos dívida de país desenvolvido sem a confiabilidade de que essas nações gozam. A diferença é que países desenvolvidos altamente endividados conseguem rolar suas dívidas facilmente e pagando juros baixos, o que não é o caso brasileiro, mesmo com a Selic no menor nível da série histórica. O país poderia estar enxergando alguma perspectiva de saída desse atoleiro se o governo estivesse fortemente empenhado em retomar o quanto antes o ajuste fiscal, o enxugamento do Estado e o programa de concessões e privatizações. O que se vê, no entanto, é a pressão para burlar, furar ou até mesmo abolir o teto de gastos, além do esforço para bancar um programa de transferência de renda sem ter de cortar outros gastos. O Brasil, que perdeu o grau de investimento graças ao desastre da nova matriz econômica lulopetista e até agora não o recuperou, pode ficar ainda mais longe do selo de bom pagador se não demonstrar com atos, e não apenas com palavras, seu compromisso com a retomada do ajuste fiscal, afirmou Samar Maziad, da agência de classificação de risco Moody’s.




Fonte: Gazeta do Povo