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Ideias #181: Pobreza,reforma judicial e congelamento de preços. A venezuelização da Argentina

Por: Elite FM
Publicado em 20/10/2020
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Um dos pontos mais frequentados pelos brasileiros em Bernardo de Irigoyen –Youtube.com

A Argentina resolveu fazer uma aposta de risco nas últimas eleições: trocou Mauricio Macri, que tentava o segundo mandato, pelo kirchnerista Alberto Fernández. A lua de mel com o novo presidente não durou muito tempo. Depois de ter sido elogiado no começo da pandemia, quando adotou duras medidas de confinamento, Fernández hoje vê sua popularidade cair drasticamente. Os motivos para a perda de apoio entre a população são vários: mesmo após obrigar o povo argentino a ficar meses trancado em casa, o país registrou uma aceleração no número de casos, e agora é o quinto com maior número de infectados, atrás apenas de Rússia, Brasil, Índia e Estados Unidos. O confinamento, além de se mostrar inútil, abalou ainda mais a já alquebrada economia argentina. O país está em recessão desde 2018, e a taxa de pobreza chegou a 40,9% da população no primeiro semestre de 2020, com taxa de indigência de 10,5%. A título de comparação, no fim de 2019 os índices eram de 35,5% e 8%, respectivamente.Se tudo isso não bastasse, incêndios florestais já atingiram 15 províncias do país este ano. A pior situação é a da província de Córdoba, onde a destruição é a pior dos últimos dez anos. E, ainda mais preocupante, é a proposta de reformar o judiciário que está sendo impulsionada pela vice-presidente Cristina Kirchner. Uma das propostas é aumentar o número de juízes na Suprema Corte dos atuais cinco para nove, dando ao atual governo a chance de indicar quatro juízes. Estaria a Argentina passando por um processo de venezuelização, com a instrumentalização do judiciário e empobrecimento de seu povo? A Argentina está com sua economia complicada, empresas fechando ou buscando outros países, inflação superando os 30%, está sem reserva em dólares e mendigando empréstimos externos nesta pandemia se fechou como um casulo e a Covid 19 só cresceu. A cidade de Bernardo de Irigoyen tinha nos brasileiros sua maior fonte de renda e com o fechamento da fronteira, deixou a cidade praticamente às moscas. O Paraguai abriu a ponte da Amizade e o comércio começa a recuperar seus clientes, principalmente do Brasil e a Argentina ainda não deu sinal de abertura, mas está encurralada pela população a abrir suas fronteiras. 


Fonte: Gazeta do Povo e Elite Fm