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O que o uso medicinal da maconha e da cloroquina têm em comum e por que você deveria se preocupar

Por: Elite FM
Publicado em 17/10/2020
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Foto: Unsplash /Gazeta do Povo

O grande argumento em favor da utilização medicinal de substâncias da maconha, como o canabidiol, é o de que outros medicamentos não atenderiam a quadros severos/refratários de determinadas patologias. E, portanto, este e outros elementos da planta poderiam ser uma alternativa não apenas aceitável, mas também como uma espécie de panaceia. Em geral, as doenças para as quais mais se defende o uso da droga são as epilepsias refratárias.Por outro lado, durante a pandemia, o uso da cloroquina e da hidroxicloroquina emergiu como potencial terapêutico contra a Covid-19. Seus efeitos não são indiscutivelmente consolidados, embora pesquisas indiquem que podem haver bons resultados. É necessário reconhecer também que a discussão sobre o tema foi tão longe que acabou virando palco para debate político-partidário, e por diversas vezes se distanciou dos achados científicos.Se comparada à maconha, a cloroquina e a hidroxicloroquina têm mais argumentos a seu favor: são usadas há mais de 40 anos no Brasil de forma bem-sucedida no tratamento de doenças como malária e lúpus. A narrativa sobre seus efeitos colaterais, porém, é contraditória. Alguns médicos falam de danos no coração que podem causar arritmia e miopatia, enquanto outros consideram que seus efeitos colaterais são raros, como o presidente da Sociedade Brasileira de Clínica Médica, Antônio Carlos Lopes. O que não está mesmo comprovado é se esses remédios de fato têm algum efeito positivo no combate à Covid-19.Quanto à maconha, há de se entender, em um primeiro momento, duas importantes questões: o uso da Cannabis na medicina não é consenso entre os pesquisadores, porque não há evidências científicas consolidadas, faltam pesquisas. No máximo, o que se sabe, até agora, é que a resposta terapêutica ao uso do canabidiol, em que pese exista, é considerada "modesta". Restam perguntas não respondidas e lacunas de dados, em especial sobre a toxicidade dos componentes da maconha. 


Fonte: Isabelle Barone-Gzeta do Povo