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A pressão doméstica depreciou o real

Por: Elite FM
Publicado em 07/10/2020
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Só com reformas o Brasil terá credito no exterior, principalmente administrativa e tributária-Foto: Fernanda Carvalho/Fotos Públicas/Gazeta do Povo

Países com câmbio muito líquido, como é o caso do Brasil e de outros emergentes, estão mais suscetíveis às oscilações. Os fatores externos que pressionam o câmbio – como a pandemia e os riscos da segunda onda, as eleições norte-americanas e a avaliação de pacotes de socorro de países como os EUA –, atingiram a todos. O pacote da pandemia, o sofrimento da pandemia, afeta todo mundo. ”Todas as moedas tiveram perda, mas o real perdeu mais”, resume Vanei Nagem, responsável pela mesa de câmbio da Terra Investimentos. Se quase todos perderam, a explicação para o tombo mais forte do real está em problemas domésticos. E também no "exagero" do mercado interno, que costuma registrar quedas e altas mais fortes que as do restante do mundo. Os ruídos de comunicação constantes, que trazem incertezas em relação ao compromisso fiscal e o andamento das reformas estruturais, também influenciam. A economista da Coface para América Latina, Patricia Krause, frisa que um dos fatores que influenciam nessa desvalorização é o risco fiscal, que piorou bastante com a pandemia. O Brasil optou por aumentar o gasto público para mitigar os efeitos da crise sanitária, com ações como o auxílio emergencial e o crédito a pequenas empresas. O Brasil foi um dos países que mais gastou com a pandemia e a situação fiscal ficou ruim. Outro fatos negativo  para a desvalorização do real são os juros baixos. A questão é que, no Brasil, os juros caíram, mas não foram acompanhados de uma alta no crescimento econômico, que facilitaria a atração de investimentos produtivos, que são mais estáveis e não "fogem" do país de uma hora para outra.


Fonte: Gazeta do Povo