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São os especialistas, não os cidadãos, que têm falhado sobre a pandemia e os protestos

Por: Elite FM
Publicado em 02/10/2020
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Manifestantes se ajoelham em protesto em Los Angeles, em 23 de setembro de 2020. Imagem ilustrativa.Foto: Apu GOMES / AFP

A confiança do público na ciência depende de sua consistência, de sua transparência e de sua separação da política e da ideologia. Não pode haver tendência de esquerda ou de direita, liberal ou conservadora, azul ou vermelha, se o conhecimento científico é para ser levada a sério.Infelizmente, durante a pandemia da Covid-19, ocorreu, às vezes, exatamente o oposto.A Organização Mundial de Saúde inicialmente jurou que o vírus não era transmissível por humanos, não achava justificável a proibição de viagens ou o uso de máscaras e que ele não era uma ameaça global significativa.Os patronos chineses da organização deram à OMS uma linha partidária não científica. E então seu diretor anunciou a propaganda com uma autoridade científica superficial.Os especialistas americanos dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças e outras agências federais de saúde foram inconsistentes quanto às proibições de viagens, testes, máscaras, quarentenas e terapias médicas, e intolerantes a pesquisas médicas dissidentes.As autoridades raramente conseguiram explicar ao público de maneira consistente como o vírus se espalhou; por que as crianças – que eram raramente acometidas – eram impedidas de frequentar a escola; e se as quarentenas tinham como objetivo aplainar a curva de infecção, eliminá-la por completo ou apenas aguardar a saída do vírus.Os idosos foram corretamente considerados os mais vulneráveis. Mas então, inexplicavelmente, eles eram frequentemente expostos a pacientes infectados recém-chegados em suas instalações de cuidados de longo prazo. Mais de 1.000 profissionais de saúde, simpáticos aos protestos, chegaram a assinar uma carta aberta declarando que o ativismo social era, no momento, mais importante do que o distanciamento social.Na realidade, ou ambas ou nenhuma das manifestações públicas são perigosas.Durante seis meses, os especialistas deram ao público americano diretrizes contraditórias e transformadas em armas de ano eleitoral, sobre máscaras, distanciamento social, quarentenas, fechamento de escolas e políticas de local de trabalho.Todas essas questões de saúde pública revelam os desastres que se seguem quando o bom senso é ignorado e a ideologia reina.E quando a experiência científica oferece conselhos de saúde pública em mudança constante, inconsistentes e às vezes absurdos, as pessoas recorrem a seus próprios instintos e ao bom senso inato para proteger a si mesmas e a seus meios de subsistência.São os especialistas, não os cidadãos de bom senso, que têm falhado com a América. 


Fonte: Victor Davis Hanson-The Daily Signal-Gazeta do Povo