Suspeita de corrupção levanta a questão: por que a Copel investe em usinas fora do PR? - Elite FM 101.7 - Energia positiva no ar!

Suspeita de corrupção levanta a questão: por que a Copel investe em usinas fora do PR?

Por: Elite FM
Publicado em 01/10/2020
img
Copel investe em operações dentro e fora do Paraná-Foto: Daniela Catisti/Copel

A operação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) que teve como alvo o escritório do deputado federal Ricardo Barros (PP), no último dia 16, chamou a atenção pelo objeto da investigação: a venda de uma usina eólica no Rio Grande do Norte, à Companhia Paranaense de Energia (Copel). Há suspeita de corrupção. Apesar de paranaense, a empresa mantém operação em outros nove estados da federação, o que lançou dúvidas sobre as motivações e a relevância de tais negócios. Para o presidente da Copel, Daniel Pimentel Slaviero,  apesar de a atual diretriz da companhia ser de focar seus investimentos em geração, transmissão e distribuição de energia no Paraná, os negócios fora do estado são estratégicos para a companhia e a consolidam entre as maiores empresas do país. Esses ativos são muito importantes e fazem parte do portfólio total da Copel. A Copel tem 6,3 GW de geração. As novas fronteiras de energia são a eólica e a solar. Na solar, a Copel não atua ainda, mas na eólica, temos um cluster importante no Rio Grande do Norte. São mais de 750 MW, mais de 12% de nossa capacidade de geração. E está lá porque a incidência de ventos no Nordeste é muito maior do que no restante do Brasil”, justifica Slaviero. “Temos uma usina no Mato Grosso, a Colider, de 350 MW. E fomos para Mato Grosso porque não há mais espaço para empreendimentos desta envergadura no Paraná. O Rio Iguaçu já tem seis usinas, o Rio Piquiri está em análise, então, não tem mais grandes projetos, apenas PCHs, que são limitados a 30 MW. Na questão solar, estamos com um projeto piloto em Bandeirantes. A Copel olha como uma empresa nacional, com olhar nacional, mas com foco no Paraná. Essa é a diretriz”, revela o presidente da Copel.


Fonte: Gazeta do Povo