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Por que o Paraná, celeiro de grãos no Brasil, praticamente não produz arroz?

Por: Elite FM
Publicado em 25/09/2020
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O Paraná não deve ter grandes alterações nas áreas de plantio de arroz, mesmo depois de uma valorização recorde que colocou o grão novamente na mira de produtores. Após a commodity ter alcançado preço recorde de saca (vendida a mais de R$ 100), movimento causado pela combinação de câmbio favorável para a exportação e alta no consumo doméstico interno, alguns estados já flertam com um aumento na área dedicada à cultura. O que não deve ocorrer no Paraná, que há algumas décadas relegou o grão a segundo plano. As áreas de plantio de arroz em solo paranaense foram desaparecendo na mesma medida em que as lavouras de café cederam espaço ao plantio de soja. O grande motivo é a peculiaridade do cultivo. Existem dois plantios do grão: o irrigado e o de sequeiro. O primeiro deles usa áreas de várzeas para a plantação. A lâmina de água favorece o desenvolvimento do alimento. O segundo, como sugere o nome, é feito em terras mais altas e secas. O arroz irrigado produz muito mais do que o sequeiro, que está muito exposto à quebra por estiagem. As lavouras de café que dominavam a região Norte e Noroeste do Paraná cederam espaço ao milho e à soja. Algumas poucas áreas no estado, que optaram pelo modelo de plantio de arroz irrigado e seguem produzindo o grão. Mas os menos de 20 mil hectares de plantações de arroz no Paraná não são suficientes para abastecer sequer um terço de nosso consumo (são cerca de 140 mil toneladas/ano). Para comparar, a soja ocupa cerca de 5,5 milhões de hectares. O arroz  brasileiro vem de Sta Catarina e 70% do Rio Grande do Sul, que tem muitas várzeas irrigadas.


Fonte: Gazeta do Povo