“O Mito do Eleitor Racional, de Bryan Caplan” é o livro que explica o sucesso de Bolsonaro. E também por que o Brasil elegerá muitos como ele. - Elite FM 101.7 - Energia positiva no ar!

“O Mito do Eleitor Racional, de Bryan Caplan” é o livro que explica o sucesso de Bolsonaro. E também por que o Brasil elegerá muitos como ele.

Por: Elite FM
Publicado em 25/09/2020
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Livro O Mito do Eleitor Racional, de Bryan Caplan, explica por que os eleitores votam em quem votam.| Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil/Gazeta do Povo

Depois da eleição de Jair Bolsonaro, a ideia elitista de que o eleitor é um idiota que não sabe votar ganhou, com direito a insulto e tudo, força entre a sempre contraditória esquerda, que até 2014 considerava os eleitores verdadeiros gênios capazes das mais belas escolhas, e também entre a chamada direita esclarecida, que não engole o fato de Bolsonaro ser quem é e que preferia um cavalheiro de vasta bibliografia e, se possível, origens aristocráticas. A boa notícia tanto para a esquerda quanto para essa parte da direita é que a LVM Editora está trazendo para o Brasil “O Mito do Eleitor Racional”, de Bryan Caplan. O livro explica por que políticos como Bolsonaro são eleitos e até adorados por seus apoiadores. A má notícia para aqueles que querem políticos elegantes, comportados e “técnicos” é que tudo indica que o brasileiro continuará votando não necessariamente no candidato mais bem preparado, e sim naquele que o fizer se sentir “irracionalmente melhor”. Trata-se de uma leitura semiárida, de um tom às vezes até agressivo, mas que curiosamente vê a irracionalidade do eleitor como algo positivo,pois o eleitor comum quer melhorar de vida e dar um futuro mais promissor para seus filhos.E isso tem a ver com o valor do voto individual, que é mínimo, para  este eleitor é o máximo.Este é o custo  privado  da sua decisão, mas com peso de custo social. Afinal, a maior parte do eleitorado percebeu os efeitos da corrupção sistêmica na própria vida - e associa o custo disso ao PT. O que está em jogo, atualmente, não são medidas pontuais, muito menos questões morais. O que está em jogo é a própria vida. 


Fonte: Paulo Polzonoff Jr.- Gazeta do Povo