As falhas nos argumentos de defensores da liberação do plantio de maconha no Brasil - Elite FM 101.7 - Energia positiva no ar!

As falhas nos argumentos de defensores da liberação do plantio de maconha no Brasil

Por: Elite FM
Publicado em 20/09/2020
img
Projeto de lei que tramita na Câmara pode permitir o plantio de maconha no Brasil. Foto: Polícia Federal

Um substitutivo do projeto de lei 399/15, que tramita na Câmara, propõe liberar o plantio de maconha no Brasil, com a alegação principal de que é necessário baratear os custos dos medicamentos à base da Cannabis sativa no país. Mas, desde o último dia 10, quando o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, anunciou que pretende oferecer esses remédios gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), defensores da liberação do plantio perderam seu principal argumento. No caso do uso para fins medicinais, isso significa basicamente a comercialização de produtos com canabidiol, única das centenas de substâncias encontradas na maconha cuja eficácia para tratamentos médicos já se comprovou cientificamente. Empresas brasileiras já podem importar os insumos para a produção de medicamentos com canabidiol, mas o cultivo da maconha dentro do país continua proibido. Cerca de 4 mil famílias no Brasil não têm outra alternativa além do canabidiol. O Ministério da Saúde, juntamente com a Anvisa, já estão providenciando o fornecimento gratuito do medicamento à base de Cannabis no Brasil. Ou seja, o argumento de que se plantaria maconha no Brasil para baratear os custos do remédio cai por terra.  O lobby pelo plantio de maconha se apoia na justificativa do uso para fins medicinais para esconder outros interesses. “Em todos os países em que há hoje plantio de maconha para efeito recreativo – Uruguai foi assim, em estados americanos foi assim, no Canadá foi assim –, começaram com os argumentos e com a manipulação da cabeça das pessoas com essa questão da maconha medicinal. Quando se tirou a percepção de risco da maconha por conta da maconha medicinal, aí eles entraram com o principal objetivo, que é a maconha recreativa”, afirma Roberto Lasserre, coordenador do Movimento Brasil Sem Drogas e acrescenta : “A gente não consegue controlar nem bebida alcoólica para os jovens no Brasil, não consegue controlar a gasolina batizada que colocam no nosso caro. Como é que a gente vai controlar cada pé de maconha que é plantado?”, questiona Lasserre.

 


Fonte: Gazeta do Povo