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Clientelismo, corrupção, crime organizado: como a política do Rio chegou ao fundo do poço

Por: Elite FM
Publicado em 15/09/2020
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Vista do Cristo Redentor rodeado de 600 favelas e oito décadas sucessão de fatos explicam por que a política do Rio fornece escândalos em série-Foto: Pilar Olivares/Gazeta do Povo

Os governadores do RJ eleitos de 1998, até o presente, foram uma fatalidade, não uma escolha. O atual governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), está afastado do cargo por corrupção. O ex-governador Sérgio Cabral (MDB) foi condenado a uma pena acumulada de 293 anos de prisão em 14 processos da Lava Jato. Outros ex-ocupantes do mais alto cargo do estado – Luiz Fernando Pezão, Moreira Franco, Rosinha Garotinho e Anthony Garotinho – também são citados em investigações de desvios de recursos públicos. Na prefeitura carioca, a situação não é muito diferente. Em menos de uma semana, o ex-prefeito Eduardo Paes e o atual, Marcelo Crivella (Republicanos), foram alvos de operações anticorrupção distintas. Além disso, a Assembleia Legislativa do Rio não sai dos noticiários por causa do esquema das "rachadinhas". A sucessão de escândalos envolvendo autoridades do alto escalão carioca e fluminense inevitavelmente levanta a questão: por que afinal o Rio de Janeiro chegou a essa situação? São muitas as razões: Tudo começou em 1937 com Amaral Peixoto, época de Getúlio Vargas, com o amaralismo de governo fisiológico. Amaral casou com Alzira Vargas, filha de Getúlio e teve uma filha, Celina Vargas, que foi casada com o ex-governador Moreira Franco. Depois veio Chagas Freitas, que comandou o Rio de 1971 a 1983, sempre com fisiologismo. Depois veio Brizola, que continuou o chaguismo. Seguiram os “brizolistas” Marcello Alencar (ex-governador), Cesar Maia (ex-prefeito do Rio), e Anthony Gorotinho (ex-governador). A política clientelista e assistencialista, que se perpetuou no Rio nos anos 1980 e início dos 1990, com Brizola e Moreira Franco. A voz corrente revela que os governadores eleitos de 1998 até o presente foram uma fatalidade, não uma escolha. Além da história do fisiologismo que influencia a política, o Rio tem o crime organizado, o tráfico e as milícias e 600 favelas compõem outro lado da história da corrupção no estado envolvendo o tráfico e roubo de cargas, e a “cereja do bolo” é o ex-governador Sérgio Cabral já condenado a mais de 293 anos. O Rio tem solução? Só se fizer reformas rígidas e o povo acordar para uma cobrança efetiva e a Justiça agir com punição exemplar. Não será fácil para o Rio de Janeiro sair deste lamaçal, pois precisa de reformas e desinfecção total na ética e moral para voltar a ser o fantástico Rio de Janeiro. Por enquanto as reformas são um oásis.Analisem: Como o RJ vai enfrentar o eterno problema que deixou criar: as 600 favelas ? 


Fonte: Gazeta do Povo e Elite Fm