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Debate inédito: médicos a favor e contra o uso de hidroxicloroquina

Por: Elite FM
Publicado em 03/09/2020
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Imagem:Print/https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/cristina-graeml/debate-inedito-medicos-a-favor-e-contra-o-uso-de-hidroxicloroquina/

Médicos a favor e contra o uso de hidroxicloroquina juntos pela primeira vez para falar sobre suas experiências em consultório, seus resultados e suas razões para usar hidroxicloroquina ou seguir com outros tratamentos na fase inicial de Covid-19. A conversa foi longa, teve alguns momentos tensos, mas todos tiveram a chance de falar das evidências científicas mais recentes, dos mitos e verdades sobre os efeitos colaterais dos remédios e reforçar quais são as orientações que precisam ser seguidas, depois de cinco meses de pandemia no Brasil. Seis médicos participaram desse debate, três a favor do uso da hidroxicloroquina, combinada à azitromicina e ao zinco (protocolo do Ministério da Saúde) e três que não adotam o protocolo e tratam os pacientes de outra forma. A favor da hidroxicloroquina: Dr. Roberto Zeballos (clínico geral e imunologista),Dr. Anthony Wong (pediatra e toxicologista),Dr. Francisco Cardoso (imunologista e assistente de UTI do Hospital Emílio Ribas, coautor do manual de orientações do Ministério da Saúde para o tratamento precoce da COVID-19). A favor de outros tratamentos: Dr. Clóvis Arns (infectologista e presidente da SBI - Sociedade Brasileira de Infectologia)Dr. Luiz Jorge Moreira Neto (infectologista),Dr. Jair Biatto (intensivista e Secretário Municipal de Saúde de Maringá-PR).Os médicos que foram contra o uso da hidroxicoloquina argumentaram que não há provas científicas, mas não apontaram outra alternativa comprovada. Diante de dúvidas e indícios de que medicamentos podem ajudar, pode-se inferir algum viés, até político, no uso do medicamento, já que o presidente Bolsonado defende alternativa como viável com aprovação de médicos e com sucesso. O que deveria ser evidenciado e seria muito esclarecedor, que houvesse uma contagem de mortes entre os que não tomaram hidroxicloroquina e os que aceitaram essa medicação preventiva. Apesar de divergências na interpretação das pesquisas, de convicções contraditórias quanto à eficácia do remédio e de análises diferentes sobre efeitos colaterais, todos os médicos concordaram que é preciso manter os cuidados para evitar contágio. 


Fonte: Cristina Graeml-Jornalista-Gazeta do Povo e Elite Fm