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Paraná esboça caminho diferente de outros estados para retorno das aulas

Por: Elite FM
Publicado em 28/08/2020
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Na unidade Maple Bear, em Sinop (MT), crianças seguem protocolos de higiene-Foto: Divulgação/Gazeta do Povo

Com a pandemia de coronavírus acelerando em algumas localidades e desacelerando em outras, o Brasil tem poucos alunos que voltaram a frequentar aulas presenciais. Mas as discussões em estados que já definiram o cronograma indicam que o Paraná, que ainda não instituiu uma data, vai adotar uma estratégia diferente. Em vários locais do Brasil, a primeira opção é o retorno da Educação Infantil – que contempla crianças de 0 a 5 anos – ou pelo menos que ocorra junto com as demais. O Comitê Volta às Aulas paranaense definiu em protocolo que os mais velhos serão os primeiros, tal como as cidades de Foz do Iguaçu, Cascavel, Toledo e Guarapuava estão fazendo. Em todos os casos, estão sendo previstos protocolos de higiene e de redução do número de alunos em sala, além da permissão para manutenção do ensino remoto. Pelo menos três grandes cidades do Brasil já fizeram o retorno para as crianças de 0 a 5 anos. Em Sinop (MT), a prefeitura permitiu o funcionamento de creches particulares desde maio, após instituição de protocolos de higiene, com a intenção de ofertar às famílias um lugar para deixar seus filhos enquanto trabalhassem. Em Manaus (AM), todas as etapas da rede particular retornaram com atividades presenciais em 6 de julho. Em São Luís (MA), a rede particular retomou o funcionamento no começo de agosto para todas as faixas etárias. Na terça-feira (25), o governo do Rio Grande do Sul decidiu postergar para setembro a retomada das aulas. O epidemiologista Wanderson Oliveira, ex-secretário nacional de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, apresentou um estudo sobre evidências científicas do retorno das aulas pelo mundo, afirmando que países mais desenvolvidos priorizaram a retomada das aulas presenciais a partir das crianças do ensino infantil pelo menor risco de contrair Covid-19 ou desenvolver formas graves da doença. Ao defender o retorno dos menores, o governador gaúcho, Eduardo Leite, apontou que isso é importante para a sustentabilidade financeira das pequenas escolas de Educação Infantil – se elas quebrarem, não haveria vagas suficientes na rede pública. A Secretaria de Saúde [Sesa] optou primeiro pelos mais velhos. ”Colocamos a realidade que estamos vivendo, mas a secretaria que dá a palavra final”, afirmou a presidente do Sinepe/PR, Esther Cristina Pereira. 


Fonte: Gazeta do Povo