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Como o cristianismo mudou a visão do Ocidente sobre a mulher e a criança

Por: Elite FM
Publicado em 27/08/2020
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Cena de “A Fuga para o Egito”, pintada por Fra Angélico. Foto: Wikimedia Commons/Gazeta do Povo

Os antigos eram cruéis e seus valores totalmente estranhos. Os espartanos assassinavam rotineiramente crianças consideradas imperfeitas. Os corpos de escravos eram tratados como saídas para o prazer físico daqueles com poder. O infanticídio era comum. Os pobres e os fracos não tinham direitos. As afirmações estão no livro mais recente do historiador Tom Holland, lançado em outubro de 2019, Dominion: How the Christian Revolution Remade the World. Britânico de 52 anos, o autor é ateu, especialista em Antiguidade clássica. Dedicou seu livro a descrever como o cristianismo mudou conceitos arraigados na Antiguidade. Nesse processo, diz ele, “o cristianismo revolucionou o sexo e o casamento, exigindo que os homens se controlassem e proibindo todas as formas de estupro.Levou dignidade para as mulheres – e também para as crianças, para quem se enquadra a noção cristã de que a vida de pessoas menores e mais fracas fisicamente não são menos valiosas do que qualquer outra. Combateu a prática de sacrifício humano e defendeu que os mais ricos têm a responsabilidade de cuidar das necessidades básicas dos pobres. E, assim, moldou as noções básicas de direitos humanos – e, num sentido mais amplo, todo o mundo ocidental. “O surgimento do cristianismo é o episódio mais transformador da história do Ocidente”, escreve o autor. “Diferentemente de Osiris, ou Zeus, ou Odin, o Deus cristão continua ativo”. Há uma coerência, afirma ele, entre os livros da Bíblia cristã, a respeito da importância das mulheres para os primeiros seguidores de Jesus. O próprio relato da ressurreição coloca mulheres como testemunhas, em uma época em que incluir o testemunho de uma mulher num texto servia para minar a credibilidade do conteúdo”, prossegue o professor. A cultura cristã é a que primeiro deu liberdade para mulheres e crianças, e é a que mais dá liberdade ainda hoje. Nos países islâmicos, ainda hoje as mulheres não contam com o mesmo espaço. “Foi a nossa cultura que deu esses passos, graças ao cristianismo”. Passos que inseriram na cultura e no comportamento valores que sustentam ainda hoje o conceito de direitos humanos, como perdão, caridade e compaixão. 


Fonte: Tiago Cordeiro-Gazeta do Povo