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Made in Brazil: como estão as vacinas nacionais contra a Covid-19

Por: Elite FM
Publicado em 27/08/2020
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Além das apostas inglesas, russas e norte-americanas, pesquisadores brasileiros também desenvolvem vacinas contra a Covid-19| Foto: Unsplash/Gazeta do Povo

As vacinas brasileiras contra a Covid-19 podem não estar no pódio das mais avançadas atualmente, mas há candidatas nacionais nessa disputa. Espalhados por diferentes estados – e sem começarem os testes em seres humanos ainda –, o número exato de imunizantes sendo desenvolvidos por pesquisadores do país é incerto. Sabe-se, porém, que os resultados têm sido positivos. Além de prevenir a sociedade contra a infecção pelo Sars-CoV-2, o objetivo desses estudos será, também, favorecer o desenvolvimento tecnológico do país e a geração de conhecimento para outras pandemias, na opinião de Sotiris Missailidis, vice-diretor de Desenvolvimento Tecnológico do Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos da Fundação Oswaldo Cruz (Bio-Manguinhos/Fiocruz)."Acho muito importante que o Brasil tenha um desenvolvimento interno. Entendo que, às vezes, existem dificuldades que nos colocam atrás nessa corrida, mas é muito importante tanto para o desenvolvimento tecnológico quanto para o conhecimento que vai ajudar a enfrentar as próximas possíveis pandemias. Sabemos que esse não é o primeiro coronavírus, e talvez não seja o último. Poder responder de forma mais rápida e eficiente é muito importante", explica. O Instituto de Bio-Manguinhos está com duas vacinas em desenvolvimento, em etapas pré-clínicas (estudos em laboratório e testes em animais). Há ainda vacinas sendo testadas nas seguintes instituições: Universidade Federal do Paraná (UFPR);Universidade de São Paulo (USP);CT Vacinas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG);Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), em parceria com a UFMG e com o Instituto Butantan. As estratégias de ação de algumas candidatas se assemelham a outras vacinas mais conhecidas, como a da Universidade de Oxford, feita em parceria com a farmacêutica AstraZeneca, que usa o vírus adenovírus (causador do resfriado) como vetor para o novo coronavírus. A maioria, no entanto, usa tecnologias novas e algumas preveem, inclusive, proteção dupla: contra o novo coronavírus e contra outras doenças, como a tuberculose e a gripe. Confira abaixo o mecanismo de cada uma das candidatas contra o Sars-CoV-2.


Fonte: Gazeta do Povo