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Como os ministros do STF veem o presidente Jair Bolsonaro

Por: Elite FM
Publicado em 26/08/2020
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Cumpra-se: ”Todos são iguais perante a lei” e reinará a paz” -O presidente da República, Jair Bolsonaro. Foto: Evaristo Sá/AFP/Gazeta do Povo

Em junho, em meio ao ápice da crise entre o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e o Supremo Tribunal Federal (STF), integrantes do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) questionaram o presidente da Corte, Luís Roberto Barroso, se não seria o momento de os Tribunais Superiores adotarem uma atitude mais enérgica quanto às manifestações de bolsonaristas e do próprio presidente da República contra a cúpula do Judiciário nacional. Barroso contemporizou e arrefeceu os ânimos mais exaltados. Na época, ele disse a pessoas próximas que era necessário distinguir militância e reais ataques à democracia e a solução seria na dosagem dessa defesa institucional. De forma curiosa, os ministros têm real discernimento de que é necessário fazer a distinção desses três personagens absolutamente difusos: o Bolsonaro pessoa física, o Bolsonaro político e o Bolsonaro presidente da República. Além disso, nos bastidores, os ministros também observam que vários episódios são travestidos de uma espécie de "prorrogação" da disputa eleitoral de 2018. Para o ministro Marco Aurélio Mello o STF é um importante alicerce para se manter a estrutura da democracia brasileira e é preciso apoiar a vontade popular. E a vontade popular elegeu como chefe da nação Jair Bolsonaro. E ministro declarou: ”Temos que apoiá-lo para que ele se saia bem, é preciso discernir ameaças democráticas reais das retóricas do presidente e aliados. Movimentos antidemocráticos ocorrem a partir do processo de descrença dos pilares da democracia, como imprensa, Justiça e Poder Legislativo”. Se tem fundamento a filosofia popular que diz: ”A voz do povo é a voz de Deus”, as inúmeras manifestações populares dos mais diversos grupos contra atitudes dos três poderes, inclusive contra alguns integrantes do STF, mostram que alguma coisa não anda bem neste entrosamento de poderes. A última palavra é do STF, mas esta precisa caber dentro do complexo sistema da legislação brasileiro e não esquecer que todos são iguais perante a lei. 

 


Fonte: Gazeta do Povo e Elite Fm