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“Angústia saber que a gestão da educação básica voltará a ser como antes”, diz Ilona Becskeházy

Por: Elite FM
Publicado em 12/08/2020
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Ilona Becskeházy, ex-secretária de Educação Básica. Foto: Reprodução/Flickr/Gazeta do Povo

A exoneração de Ilona Becskeházy da Secretaria de Educação Básica (SEB) do Ministério da Educação (MEC) foi publicada no Diário Oficial da União na sexta-feira (7). Em sua gestão, além de fazer um diagnóstico dos passivos que ocorrem na pasta há muitos anos, Ilona propôs à equipe do novo ministro reformas de qualidade adotadas por países que prosperam em educação. "Me angustia saber que a gestão da educação básica voltará a ser como antes. Tenho pouca expectativa de que a situação mude. Percebi que eu estava em um ministério que não trabalha para o presidente Bolsonaro. Mas, de fora, estarei observando e contribuindo, principalmente, como vinha fazendo há mais de um ano, com Carlos Nadalim", disse."Fui demitida pelo Twitter", afirmou Ilona. Para o posto foi indicada Izabel Lima Pessoa, que já havia sido exonerada da SEB em 29 de julho. Servidora de carreira da Capes, mestre em Desenvolvimento Sustentável e doutora em Política Social pela Universidade de Brasília (UnB). Em menos de quatro meses frente à SEB, Ilona afirma ter atuado no sentido de recuperar um potencial desprezado há muitos anos - já que a eficiência das ações da pasta reflete diretamente na prosperidade educacional do país. Em seu plano de ação apresentado à equipe do novo ministro, ela fez um diagnóstico minucioso pontuando graves passivos da secretaria, como o acúmulo de problemas operacionais e a perda da capacidade de induzir a melhoria da qualidade da educação básica do Brasil, por meio de transferências interinstitucionais condicionadas, o que é a essência do Regime de Colaboração previsto na Constituição e na LDB". Contra toda essa passividade, que reflete na desvantagem de desempenho cognitivo dos estudantes brasileiros em relação aos de outras nações, Ilona pretendia adotar estratégias empregadas por países como Portugal, por exemplo, que passou de "lanterninha" da educação a índices que superaram os da Finlândia. “Em resumo, a educação no Brasil continua sem um programa de Estado para impor mudanças estruturais a partir da qualificação dos professores, pois, quem está em contato com os alunos é o professor e infelizmente os cursos de pedagogia recebem apenas os que não conseguiram vaga em outros cursos. As mudanças anunciadas recentemente prometem avanços, mas há um grande contingente do “andar de cima” que vê a melhor educação como impedimento para a manutenção das benesses, pois povo educado não aceita tantas”barbaridades” nas costas do contribuinte”. 


Fonte: Gazeta do Povo e Elite Fm