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Operação Lava Jato tornou-se exemplo de eficiência mundial contra a corrupção

Por: Elite FM
Publicado em 09/08/2020
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Imagem:https://pt.wikipedia.org/wiki/Opera Lava_Jato

Ninguém esquece as malas de 51 milhões, uma “paisagem” que merece reconsideração  daqueles que criticam a Lava Jato,pois é também  o dinheiro deles que fo roubado.  Afinal, o mero volume de dados coletados durante a investigação jamais poderia ser objeto de crítica por si mesmo, considerando o tempo e a abrangência dos trabalhos realizados até aqui. Atestam, ao contrário, a reconhecida produtividade da força-tarefa de Curitiba, que conseguiu se tornar exemplo de eficiência mundial, ainda que sem contar com a mesma celeridade nas instâncias superiores da Justiça brasileira, que pouco avançaram nas investigações dos denunciados pela Operação que detinham a prerrogativa de foro privilegiado. Não é só o volume de dados coletados o que impressiona nas investigações, mas também a quantidade de crimes descobertos, de diligências realizadas, de delações assinadas, de criminosos condenados e de dinheiro devolvido aos cofres públicos. Tudo isso tem sido motivo de orgulho constante para os brasileiros nos últimos anos, permitindo mudanças drásticas na forma como toda uma geração se relaciona com a política. Talvez um quadro comparativo demonstrasse realmente uma discrepância de produtividade da operação com o restante dos quadros do MPF. Porém, isso é motivo de vergonha da força-tarefa de Curitiba ou ensejo para que outros procuradores demonstrem resultados mais efetivos nas suas atividades cotidianas? O comportamento do PGR parece denotar certa leviandade no tratamento do problema. Afinal, há que se perguntar se, diante de tamanho volume de dados coletados, Aras e sua equipe já teriam tido tempo de se debruçar sobre as informações ao ponto de falar com propriedade ao seu respeito. Sem nem ter ainda a posse de material acumulado ao longo de seis anos, já se pode falar com propriedade de “caixa de segredos”, “chantagem” e “extorsão”? O tom exaltado e a falta de conteúdo real nas afirmações proferidas pela autoridade mais alta do MPF confirmam mais uma indisposição prévia do que uma avaliação responsável de eventuais problemas nas investigações. Para quem não quer, qualquer desculpa serve. Afinal, já é amplamente conhecida a defesa de Aras e sua equipe sobre a centralização das investigações de corrupção debaixo da alçada de uma Unidade Nacional de Combate à Corrupção e ao Crime Organizado (Unac).

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Fonte: Gazeta do Povo