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O que acontecerá com metade dos brasileiros e a economia quando o socorro do governo acabar

Por: Elite FM
Publicado em 09/08/2020
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Encerramento do auxílio emergencial trará impactos não só aos beneficiários, mas para toda a economia brasileira- Foto: Nelson Almeida/AFP/Gazeta do Povo

O auxílio emergencial de R$ 600 pago pelo governo federal com foco na população vulnerável e informais foi, possivelmente, o maior acerto entre as medidas de enfrentamento à pandemia da Covid-19. Previsto inicialmente para durar três meses, o benefício já foi prorrogado por mais dois e pode ser ampliado até o fim do ano, ainda que com valor menor. O socorro alcançou mais de metade dos brasileiros, direta ou indiretamente, e ajudou a manter alguma atividade na economia pelo consumo. Mas o benefício extraordinário não vai durar eternamente. Com problemas fiscais graves e em processo de ajuste, a União já está gastando mais do que poderia para enfrentar a crise causada pelo coronavírus – o déficit primário no primeiro semestre foi de R$ 417,2 bilhões e que pode chegar até R$ 877,8 bilhões no ano, de acordo com projeção da Instituição Fiscal Independente (IFI), órgão ligado ao Senado.Com data de validade por uma imposição da situação fiscal, o fim do auxílio vai deixar marcas tanto na economia quanto na vida de quem estava recebendo o socorro. Grosso modo, a tendência é de que a atividade econômica diminua o ritmo da retomada, com impactos amplos em toda cadeia produtiva. A situação das pessoas em vulnerabilidade é mais delicada. Nesta semana, o governo ampliou em 1,15 milhão a quantidade de pessoas elegíveis para receber o auxílio emergencial, aumentando o total de beneficiários do programa para 66,2 milhões. Direta ou indiretamente, a ajuda atingiu pelo menos 125,4 milhões de brasileiros, mais da metade da população de 209 milhões de habitantes estimada pelo IBGE. Essa multidão precisará de oportunidades de trabalho – e não se sabe se elas virão.O auxílio emergencial ajudou, sim, a sustentar parte da economia brasileira, mas o presidente declarou que  o benefício que tem custo mensal estimado de R$ 50 bilhões  e isto arrebentaria o Brasil.E frizou:”A economia tem que continuar. E alguns governadores teimam ainda em manter tudo fechado”. Luana Miranda, pesquisadora da área de Economia Aplicada do Instituto Brasileiro de Economia  declarou: ”Se a gente não impuser uma âncora fiscal, traçar uma trajetória de equilíbrio das contas públicas, vamos desequilibrar a economia como um todo, com subida de juros, inflação descontrolada”, alerta.

 


Fonte: Gazeta do Povo