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Quem são os ministros pró e contra a Lava Jato no STF – e quem fica em cima do muro

Por: Elite FM
Publicado em 06/08/2020
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Os ministros Luiz Fux e Dias Toffoli: próximo presidente do STF é considerado da ala “legalista” da Corte e tende a se alinhar às pautas da Lava Jato-Foto: Lula Marques /Fotos Públicas/Gazeta do Povo

A decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, de revogar o compartilhamento de dados da Lava Jato com a Procuradoria-Geral da República (PGR) expôs mais uma vez a divisão dos ministros da Corte sobre a operação. O compartilhamento do banco de dados das forças-tarefas de Curitiba, São Paulo e Rio de Janeiro com a PGR em Brasília havia sido determinado pelo presidente do Supremo, Dias Toffoli, durante o recesso judiciário, em julho. Relator da operação no STF, Fachin reverteu a decisão. Toffoli e Fachin são de alas opostas do Supremo quando o assunto é a Lava Jato e o combate a crimes de colarinho branco. O presidente da Corte costuma se alinhar aos ministros mais “garantistas” do tribunal, preocupados com os direitos fundamentais dos réus. Além de Toffoli, esse grupo também é formado por Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski. Do lado oposto está o grupo formado por Fachin e os ministros Luís Roberto Barroso e Luiz Fux: a ala “legalista” do Supremo, que defende respostas mais rigorosas da Justiça, principalmente em casos de corrupção. Os três costumam votar alinhados ao que for mais benéfico à operação Lava Jato durante os julgamentos no plenário. Outros cinco ministros flutuam entre os dois grupos, ora votando junto com Fachin, Barroso e Fux, ora se alinhando a Toffoli, Mendes e Lewandowski. São eles os ministros Alexandre de Moraes, Rosa Weber, Carmen Lúcia, Marco Aurélio e Celso de Mello.Em setembro, quem assume a presidência da Corte é Luiz Fux. A chegada de Fux ao comando do tribunal deve fortalecer o grupo pró-Lava Jato e, marca o início de um período em que a Corte será comandada por ministros da ala legalista, considerada mais linha dura com os réus. Depois de Fux, que terá um mandato de dois anos como presidente, devem assumir a função os ministros Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Edson Fachin, relator da Lava Jato. Apenas a ministra Rosa Weber terá um mandato menor que dois anos, já que será obrigada a se aposentar em outubro de 2023.


Fonte: Gazeta do Povo