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A investida de Augusto Aras contra a Lava Jato

Por: Elite FM
Publicado em 05/08/2020
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O procurador-geral da República, Augusto Aras-Foto: Lula Marques/Fotos Públicas-Lava Jato apresentou provas robustas de corrupção e é isso que deve constar neste “jogo” exigido pela sociedade./Gazeta do Povo

Os últimos dois anos viram uma escalada de investidas contra a Operação Lava Jato que agora parece próxima do paroxismo. Na última terça-feira, o Procurador Geral da República (PGR), Augusto Aras, demonstrou de maneira incontestável sua intenção de acabar com a força tarefa responsável pela maior investigação de crimes de corrupção da história. Numa conferência online da qual participavam advogados de investigados pela operação, o PGR se referiu ao que chamou de “caixa de segredos” dos procuradores. No mesmo tom, afirmou que era hora de “corrigir rumos” para que o “lavajatismo” não perdure. Infelizmente, diante das evidências materiais apresentadas, esse alinhamento acende um forte sinal de alerta. Aras se referiu com tom de crítica ao fato de que a força tarefa coordenada por Deltan Dallagnol tenha hoje cerca de 350 terabytes referentes a 38 mil pessoas, dados “que ninguém sabe como foram escolhidos”, mas está evidenciado que todos os procedimentos da Lava jato seguiram o que lei permite e nada do que declarou, num tom exaltado, o PGR  como “bisbilhotice”, “chantagem” e “extorsão”. A Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR) rebateu as acusações do PGR, classificando a crítica como “discurso destrutivo” que não contribui “em nada para o aperfeiçoamento do debate travado sobre a evolução do modelo [das forças-tarefas]”. A entidade ainda destacou que, até hoje, nenhuma irregularidade foi encontrada no trabalho dos investigadores. Na mesma linha, o ex-ministro Sérgio Moro foi taxativo em afirmar que a operação “sempre foi transparente e teve suas decisões confirmadas pelos tribunais de segunda instância e também pelas Cortes superiores, como o STJ e o STF”. ”A maior prova da evidência positiva da Lava Jato foi mostrar que a corrupção envolveu até R$ 9 trilhões de reais e vários milhões da Petrobras já devolvidos. Deltan Dallagnol e os procuradores envolvidos na Lava Jato devem ser exemplo de competência e seriedade para todo o MPF. O tipo de declaração destrutiva que Aras vem fazendo desperta desconfiança sobre as intenções ocultas que as motivam. Até certo medo de que Sérgio Moro seja candidato em 2020.A sociedade brasileira quer corrupção posta às claras, pois as evidências da Lava Jato são robustas em grau máximo, só descontentando quem tem “rabo preso”.


Fonte: Gazeta do Povo e Elite Fm