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Serra, Alckmin e o trágico fim do “velho PSDB”

Por: Elite FM
Publicado em 04/08/2020
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Serra, Alckmin, Covas, Fernando Henrique e Montoro durante convenção do PSDB, em 1994.Foto: Reprodução/Site do PSDB/Gazeta do Povo

Geraldo Alckmin e José Serra no banco dos réus. O primeiro responde por falsidade ideológica eleitoral (caixa dois), corrupção passiva e lavagem de dinheiro na Justiça Eleitoral de São Paulo. O segundo deverá ser julgado pela Justiça Federal por lavagem de dinheiro transnacional. Os dois negam qualquer acusação. As decisões do juiz Marco Antonio Martin Vargas, titular da 1ª Zona Eleitoral da capital paulista, envolvendo Alckmin, e do juiz federal Diego Paes Moreira, relacionada a Serra, simbolizam um trágico desfecho do ‘velho PSDB’, que surgiu de uma dissidência do antigo MDB e sempre foi comandado por líderes políticos de São Paulo – estado em que o partido governa ininterruptamente há 26 anos e denúncias contra tucanos não colavam. A ‘blindagem’ dos líderes do PSDB começou a ser destruída após o que ficou conhecido como mensalão tucano, também denominado mensalão mineiro e tucanoduto. Da primeira geração de novos tucanos, o ex-governador de Minas e hoje deputado federal Aécio Neves não demorou a cair em desgraça acusado de corrupção passiva e obstrução da Justiça. Outro herdeiro do tucanato histórico, o ex-governador do Paraná José Richa – filho do também ex-governador José Richa, um dos fundadores do PSDB –, também não conseguiu se proteger com a mitológica ‘blindagem’ dos tucanos. Com Doria na liderança (já desgastado em S.Paulo,) é imprevisível a manutenção das últimas raízes ainda vivas do 'velho PSDB'. O partido segue a teoria: ”Quem semeia ventos, colhe tempestades”. Em meio a tantas acusações Alckmin, Serra, Aécio, FHC e todo o estoque antigo do PSDB tende a desaparecer, pois a sociedade brasileira tem verdadeiro asco à corrupção e a corruptos, que detonaram o país nos últimos anos. E se a Justiça fosse mais eficiente, as raízes da corrupção não teriam se alastrado tanto. Limpeza , mesmo, quem pode fazer de fato é o eleitor rejeitando,pelo voto, candidatos de tais correntes.


Fonte: Célio Martins -Gazeta do Povo e Elite FM