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Mais saques, “dinheiro no colchão” e auxílio: por que o BC decidiu lançar a nota de R$ 200

Por: Elite FM
Publicado em 03/08/2020
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O lobo-guará, espécie ameaçada de extinção, vai estampar a nova nota de R$ 200 a ser lançada pelo Banco Central.Foto: Jonathan Campos/Gazeta do Povo

O Banco Central anunciou  que a família do real vai ganhar uma nova cédula até o fim de agosto. O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou o lançamento da nota de R$ 200 no Brasil, que terá como personagem o lobo-guará, espécie da fauna brasileira ameaçada de extinção. Cerca de 450 milhões de notas deverão ser impressas, totalizando R$ 90 bilhões em circulação, de acordo com a diretora de administração do BC, Carolina de Assis Barros. A impressão da nova nota de R$ 200 ficará a cargo da Casa da Moeda. O BC explicou a novidade em coletiva virtual de imprensa. A decisão é mais um dos reflexos da pandemia no país. A crise provocada pelo novo coronavírus elevou a demanda por dinheiro em espécie — mais brasileiros estão guardando dinheiro em casa, com consequente aumento no número de saques. Dados divulgados pelo Banco Central mostram que, de fevereiro — antes da crise sanitária — para junho, o papel moeda em poder do público saltou 29%, de R$ 210,2 bilhões para R$ 270,9 bilhões. Esse é o maior valor da série histórica do BC, iniciada em dezembro de 2001.O movimento vai na contramão do uso cada vez maior da tecnologia em transações comerciais, que reduz a necessidade de papel moeda. Com o coronavírus, porém, o cenário mudou: um montante adicional de R$ 60,672 bilhões em cédulas está em circulação no Brasil, segundo o Banco Central. De acordo com o chefe do Departamento de Estatísticas do BC, Fernando Rocha, o aumento de papel moeda nas mãos do público nos últimos meses é reflexo também do pagamento do auxílio emergencial mensal de R$ 600 pelo governo. Na prática, muitos brasileiros estão sacando esse dinheiro dos bancos e guardando em casa. "Nós estamos vivendo nesse momento um período de entesouramento, efeito consequente da pandemia", explicou Carolina. "No popular é o 'dinheiro no colchão'", completou Rocha. Ele pontuou que este entesouramento tende a não ter um efeito duradouro na economia. 


Fonte: Gazeta do Povo