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Figurões de Brasília atacam a Lava Jato; Estado abandonou a operação, diz ex-integrante

Por: Elite FM
Publicado em 02/08/2020
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Procurador-geral da República, Augusto Aras, comanda ofensiva de “figurões de Brasília” contra a Lava Jato-Foto: Marcos Brandão/ Agência Senado/Gazeta do Povo

Em menos de 24 horas, a Lava Jato foi alvo de uma série de ataques de autoridades públicas que chocou membros da força-tarefa e aqueles que defendem o combate à corrupção no país. A ofensiva começou com declarações públicas do procurador-geral da República, Augusto Aras, chefe do Ministério Público Federal, e se intensificou com críticas diretas e indiretas dos presidentes da Câmara, Rodrigo Maia e do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli. Ex-integrante da força-tarefa, o procurador aposentado, Carlos Fernando dos Santos Lima, disse  que a operação Lava Jato foi abandonada pelo Estado e criticou a tentativa de concentração de poder do procurador-geral. Aras afirmou em uma videoconferência com advogados do grupo Prerrogativas que a força-tarefa em Curitiba é uma “caixa de segredos” e disse ser necessário fazer uma “correção de rumos” para que o “lavajatismo não perdure". Para Lima, este é o momento mais difícil da Lava Jato desde a deflagração da operação, em 2014. “É o pior momento porque a Lava Jato se encontra completamente abandonada de qualquer tipo de apoio dentro dos órgãos de Estado”, disse. “Hoje temos uma Polícia Federal que está sob controle do presidente. O Poder Executivo nomeia o procurador-geral e acena com uma cadeira no STF. O STF, infelizmente, está sob a presidência de Toffoli, que tem se mostrado bastante pródigo, especialmente nas férias, em determinar uma série de medidas que depois, como aconteceu no caso Coaf, não se sustentam juridicamente. Nós temos um Congresso Nacional que tem a função de fazer o impeachment do presidente da República, do PGR e dos ministros do Supremo, no entanto, é onde estão os maiores investigados pela Lava Jato”, resumiu o procurador aposentado. Lima criticou iniciativas de Augusto Aras que visam uma concentração de poder na figura do PGR, como a tentativa de acessar dados sigilosos de investigações e de acabar com as forças-tarefas, criando um único órgão de combate à corrupção em Brasília. As pesquisas mostram que a população braseira continua apontando que a corrupção é o pior problema do Brasil e o Congresso tem um terço dos componentes envolvidos em acusações de corrupção e  diante  disso esse grupo tudo faz para desfigurar a Lava Jato, a maior operação contra a corrupção, que mostrou terem sido surrupiados vários trilhões de reais do nosso imposto pago com suor, lágrimas e mortes.


Fonte: Gazeta do Povo e Elite Fm