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Quando não há certeza, as experiências empíricas clareiam as situações

Por: Elite FM
Publicado em 01/08/2020

Uma coisa que todo mundo deveria saber antes de usar a expressão “evidência científica” é, portanto, que há vários níveis de evidência. Quando estudiosos decidem fazer uma pesquisa para apurar se determinado remédio funciona ou não para combater os sintomas de uma doença, ou combater diretamente o agente causador daquela doença, os resultados são enquadrados em níveis de evidência e a pesquisa recebe um grau de recomendação. Normalmente se consideram cinco níveis de evidência e quatro graus de recomendação: A, B, C ou D, sendo que D é o pior, daquelas pesquisas não recomendadas. Para se ter ideia da confusão atual quando dizem que não há evidência científica sobre a eficácia da hidroxicloroquina para Covid-19, já há estudos com grau de recomendação B para o remédio (melhor do que o Tamiflu na época da epidemia de H1N1). E não havia essa gritaria contra o Tamiflu, certo? O nível que muitos exigem para considerar a hidroxicloroquina recomendável contra Covid-19 é o A, aquele que segue o padrão chamado de duplo cego randomizado, em que os pesquisadores acompanham um grupo bem grande, de mais de 2000 pacientes, com as mesmas condições de saúde, sendo que metade recebe o remédio e outra metade não. E aí comparam os resultados. Se no grupo que recebeu o remédio tiver mais gente curada, esse é o nível A de evidência para a eficácia do medicamento. Nem mesmo a pesquisa divulgada, feita com pacientes internados em 55 hospitais - e que já está sendo apresentada como prova inconteste da ineficácia do medicamento-, tem esse nível de evidência. 


Fonte: Cristina Graeml-Jornalista-Gazeta do Povo