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Por que a caprinocultura não deu certo na região Sudoeste?

Por: Elite FM
Publicado em 30/07/2020
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Cláudio Borges pecuarista em Francisco Beltrão com mais de 30 anos de atividade- Imagem:https://www.jornaldebeltrao.com.br/noticia/299042

Cláudio Borges, instrutor do Senar e premiado pelo Sebrae no desenvolvimento da caprinocultura, explica os motivos. O médico Aryzone Mendes de Araújo (1928-2019) sempre foi um grande entusiasta da pecuária em Francisco Beltrão. Durante seus mais de 90 anos de vida, sempre buscou trazer novidades para a região Sudoeste do Paraná. Uma dessas novidades é a caprinocultura, que não teve tanto sucesso como ele esperava. Aryzone chegou a ser vice-presidente da Associação Brasileira de Caprinocultores e presidente da Capripar (Associação Paranaense de Caprinocultores). José Claudimar Borges, o Cláudio, começou a trabalhar no escritório do doutor Aryzone em 1990. “Eu comecei como jardineiro. Aí ele me convidou para trabalhar na pecuária, só que eu tinha que obedecer ele em dois critérios: estudar e me formar na área de pecuária e tocar as propriedades dele por 35 anos, que era o nosso compromisso. E ele dizia que o interessante não era só trabalhar com isso, era gostar da atividade e ter a minha propriedade”, conta Cláudio, que em 2007 conseguiu comprar a sua propriedade para trabalhar com a pecuária. Só que hoje ele trabalha apenas com ovinos, não com caprinos. A caprinocultura não deu certo na nossa região por um simples detalhe: nós somos descendentes de gaúchos, gostamos de ovelha, não gostamos de cabrito. E caprinos virou um modismo. O doutor Aryzone viajou pro Nordeste e se encantou com a caprinocultura, mas é uma atividade que não é nossa.”O mercado é seletivo, nós somos bairristas e não houve evolução para a criação de caprinos”, afirma Cláudio. Hoje há alguns criadores avulsos que mantém caprinos em suas propriedades e sempre há interessados nessa carne, nem sempre à disposição.


Fonte: Jornal de Beltrão