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Autoritarismo digital: 3 exemplos de como a China exporta a prática

Por: Elite FM
Publicado em 28/07/2020
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Governo dos EUA acusa gigante de tecnologia de ser conivente com violações aos direitos humanos -(Danuel Leal- Olivas-AFP- Foto –AFP/Gazeta do Povo

Com tecnologias de vigilância, inteligência artificial e big data utilizadas para vigiar e punir a população, a China promove o autoritarismo digital em diversos territórios do globo. A denúncia foi feita em um relatório do Comitê de Relações Internacionais do Senado dos Estados Unidos.“Princípios como transparência, estabilidade, segurança e respeito aos direitos humanos são ameaçados por regimes autoritários que veem o advento de novas tecnologias sob uma ótica sinistra: como um meio de vigiar e controlar populações, sufocar o fluxo livre de informações, garantir a sobrevivência de seus governos e ferramentas para campanhas de influência maligna em todo o mundo”, afirma o senador Robert Menendez, membro do Comitê de Relações Internacionais do Senado dos EUA.O Comitê elaborou um estudo acerca dos esforços da China para construir e expandir seu modelo de autoritarismo digital. O relatório utiliza pesquisa primária de documentos, notícias e análise de entrevistas de ex-funcionários do governo e especialistas não-governamentais. “A República Popular da China está na vanguarda do desenvolvimento e da expansão de um novo, diferente e preocupante modelo de governança para o domínio digital: o autoritarismo digital”, diz Menendez. Segundo ele, a ascensão da prática pode mudar o caráter do domínio tecnológico. ”A República Popular da China está avançando com velocidade e foco surpreendentes para construir e expandir o autoritarismo digital por meios econômicos, políticos, diplomáticos e coercitivos”, diz Menendez. A influência da China avança em países como Venezuela, Equador e Zimbábue, que adotam tecnologias chinesas para implementar medidas de autoritarismo digital. Na ditadura de Maduro, as tecnologias são utilizadas para censurar e controlar críticos ao regime, bloqueando plataformas de redes sociais e conteúdos políticos, usando comentaristas aliados do ditador para manipular discussões online, além de aumentar a vigilância sobre os cidadãos para rastrear e deter críticos do governo. 


Fonte: Gazeta do Povo