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Para falar em “evidência científica” é preciso entender os níveis de evidência

Por: Elite FM
Publicado em 28/07/2020
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Cristina Graeml- Colunista da Gazeta do Povo Imagem:Vídeo/Gazeta do Povo

Vale a pena ler esse artigo da Cristina Graeml. Há pouco mais de um mês fui procurada por um grupo de médicos querendo relatar os níveis de evidência científica que estão colhendo com o uso da hidroxicloroquina no tratamento de pessoas com sintomas leves de Covid-19. Pelo que me disseram, os médicos pró-tratamento precoce se organizaram em grupos de WhatsApp no Brasil inteiro e já somam 4.736 profissionais. Apesar de serem milhares, esses médicos reclamam, com razão, da falta de espaço na imprensa, acostumada a ouvir só os presidentes das entidades de classe que, segundo eles, não são científicas, apenas associações médicas mesmo. Eles são a prova viva de que há muita divergência entre os associados dessas mesmas entidades, assim como acontece em outras profissões. Uma das queixas dos médicos que aderiram ao protocolo do Ministério da Saúde e estão tratando doentes logo nos primeiros sintomas - todos da linha de frente dos consultórios, muitos também pesquisadores -, é a de que os presidentes da Sociedade tal ou da Associação tal estão alardeando como prova de ineficácia do remédio pesquisas com resultado inconcluso, por falha na metodologia. Dois dos estudos publicados mais recentemente, em 16 de julho - um na Inglaterra, outro nos Estados Unidos -, ambos apontados como inconclusos, serviram realmente de base para "novas recomendações contra o uso da hidroxicloroquina em pacientes na fase inicial de Covid-19" por entidades médicas brasileiras. Mas neles não há sequer indicação dos níveis de evidência científica tão exigidos. Na minha visão leiga nem deveriam ter sido considerados sem conclusão. Deveriam é olhar para os níveis de evidência científica e para o grau de recomendação das dezenas de pesquisas já publicadas com resultado positivo, que em geral vêm sendo ignoradas pelas sociedades médicas e pela imprensa, sabe-se lá por que.(Talvez até por indústrias que visam à vacina e se os remédios funcionarem, perdem os lucros futuros). O caso do Tamiflu, usado sem "evidência científica explica esta polêmica.”Depois de assistir mais de 20 horas de aulas, medidas e debates com profissionais especializados no Brasil e no mundo pró e contra o tratamento precoce com o Tamiflu em pacientes de H1N1,descobri algo que praticamente não se divulga. O Tamiflu (oseltamivir), não tinha a evidência científica comprovada nos padrões que hoje exigem da hidroxicloroquina e da ivermectina. Estudos publicados na época traziam o alerta para os médicos de que o remédio tinha eficácia comprovada apenas por "evidências clínicas”. Ou seja, assim como os remédios agora tão questionados por quem defende que haja "evidências científicas", o Tamiflu começou a ser testado em doentes, que melhoraram. E por causa do resultado que foi sendo observado pelos médicos nos consultórios, entrou no protocolo de saúde do mundo todo apenas com base na "opinião de especialistas". Isso, e apenas isso – a opinião de especialistas – é considerado evidência científica (nível C, mas é). Depois de tudo o que li e ouvi, especialmente conversando diretamente com médicos e pesquisadores, entendi que a evidência científica em torno do uso de uma medicação é subjetiva. Para algumas pessoas há resposta clara, para outras, não. Assim como para alguns órgãos existe evidência da eficácia de determinado remédio e para outros, não. 


Fonte: Cristina Graeml-Gazeta do Povo