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Como um dos primeiros remédios a ser considerado para a Covid-19 está se saindo nos estudos?

Por: Elite FM
Publicado em 26/07/2020
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Embora seja uma proteína produzida pelo organismo, o novo coronavírus interfere na função e dá-la em forma de remédio pode ajudar- Foto: Bigstock/Gazeta do Povo

Quando a comunidade científica mundial passou a estudar diferentes tratamentos que pudessem ter uma ação contra o novo coronavírus, a proteína interferon beta foi incluída no rol das pesquisas. Conhecido como um potente antiviral e um regulador do sistema imunológico, o interferon é produzido normalmente pelo organismo, mas pode ter sua capacidade reduzida no momento de uma infecção viral ou uma doença autoimune. Aplicar a substância, portanto, tende a ajudar o corpo a se proteger. O interferon monta uma resposta imune que vai reagir com as células infectadas. Isso é muito descrito na literatura. Cada vez mais estudos provam que pacientes mais graves da Covid-19 têm uma falta dessa resposta do interferon beta, e isso pode ter duas interpretações: ou a pessoa não produziu o interferon na hora certa, ou o vírus ativamente bloqueou os efeitos desse interferon. Atualmente, o interferon é usado no tratamento de doenças como a hepatite, pela função antiviral, e a esclerose múltipla, pela regulação do sistema imunológico. A empresa britânica Synairgen divulgou resultados preliminares de um estudo clínico com o interferon beta entre pacientes da Covid-19. Os dados iniciais apontam uma redução de 79% no risco de agravamento da doença entre os participantes que receberam a substância, em comparação ao grupo placebo. De acordo com as informações divulgadas pela fabricante do medicamento, as pessoas que receberam o interferon beta tinham duas vezes mais chance de recuperação. Os pesquisadores, no entanto, não divulgaram mais detalhes, mas parece ser o mais efetivo até o momento. Bem mais que o remdesivir, que é um antiviral direto. Outro detalhe que chama atenção dos especialistas é que, na pesquisa, o interferon beta foi aplicado por inalação, com um nebulizador, de forma a atingir mais rapidamente a área mais afetada pela doença, o pulmão. De acordo com Sandra Farsky, farmacêutica, há lógica nessa via de aplicação, que tem sido estudada para outras medicações, inclusive vacinas. "Se o vírus entra por ali, e a pessoa está infectada, começa pela via intranasal, que tem sido muito usada, até como via de vacinação", diz.