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Por que empresas estão deixando a Argentina

Por: Elite FM
Publicado em 23/07/2020
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Fábrica da Honda em São Paulo: montadora decidiu deixar de produzir automóveis na Argentina. Brasil é um dos países que pode receber a demanda. Foto: Divulgação/Honda/Gazeta do Povo

A notícia de que empresas multinacionais estariam trocando a Argentina pelo Brasil, por causa da eleição de Alberto Fernández para presidente no país vizinho, provocou especulações sobre o que seria uma “debandada” do setor produtivo em terras argentinas. Os casos já anunciados, entretanto, apontam que, na verdade, os movimentos são pontuais, e não constituem uma “migração em massa” de empresas para o Brasil – ao menos por enquanto. Os indicativos, ao contrário, são de que as mudanças dizem respeito a novas estratégias das empresas envolvidas, a maioria ligada ao setor automotivo. Até agora, são três as grandes companhias que anunciaram a transferência de ao menos parte de suas operações para o Brasil: a alemã Basf e a norte-americana Axalta, ambas do segmento de tinta e resina para automóveis; e a francesa Saint-Gobain Sekurit, que fabrica vidros de para-brisa para veículos. A montadora japonesa Honda, por sua vez, anunciou que deixará de produzir automóveis na Argentina, mas não definiu ainda para onde irá transferir essa fábrica. Fora do setor automotivo, a Latam fechou sua subsidiária argentina em junho por causa da pandemia. Na opinião de Wagner Parente, CEO da BMJ – consultoria especializada em comércio internacional –, um dos fatores que mais influiu na decisão dessas empresas se relaciona à retomada da economia no período pós-pandemia. "Existe uma perspectiva de determinados setores de que a retomada vai ser mais rápida no Brasil por causa do tamanho do mercado consumidor”, explica. As multinacionais que pretendem transferir suas empresas ou parte delas continuam mantendo escritórios na Argentina e a decisão final vai depender dos próximos capítulos da ecnomia,já  que economia se mantém pela eficiência, não importa o país em que atua. A tendência entre as multinacionais é de priorizar cadeias mais concentradas do ponto de vista geográfico. 


Fonte: Gazeta do Povo