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Com revisão do tratado e fim da dívida, Itaipu planeja investir em novas usinas binacionais

Por: Elite FM
Publicado em 22/07/2020
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Quitação da dívida dará margem para que usina faça investimentos. Foto: Rubens Fraulini/Itaipu Binacional/Gazeta do Povo

Em 2023, a Itaipu Binacional espera tirar das costas um peso que carrega há quase 50 anos: a dívida contraída para a construção da usina, nos anos 1970 – que deve finalmente estar quitada. Com isso, cerca de US$ 2 bilhões serão liberados, por ano, no orçamento da empresa. No lado brasileiro, que herdará metade do montante (mais de R$ 5 bilhões ao ano), Itaipu estuda a possibilidade de dar apoio – inclusive financeiro – para a construção de outras hidrelétricas pelo país.De acordo com o diretor-geral brasileiro, general Joaquim Silva e Luna, um dos projetos que já está no radar seria realizado em Rondônia, próximo à cidade de Guajará-Mirim. Seriam duas usinas construídas no rio Mamoré, na fronteira com a Bolívia. Itaipu pode servir como referência na forma de construir e de estabelecer a relação entre os dois países.A engenharia diplomática para fazer uma construção dessas não é pequena", afirmou o general. A Eletrobras e a Empresa Nacional de Electricidad (Ende), a estatal boliviana, junto com o Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF), já contrataram o inventário hidrelétrico da bacia do Rio Madeira, na qual as novas usinas serão localizadas. Os estudos envolvem o aproveitamento da energia dos rios Madeira, Abunã, Beni, Mamoré e seus afluentes. O trabalho está sendo executado pela Worley, empresa contratada após a realização de uma licitação internacional. Os estudos ainda estão em andamento e que devem ser finalizados em 2020. Mesmo antes da revisão do anexo C, Itaipu já tem ao menos um investimento definido que é o processo digital de toda a empresa ao custo de  700 milhões de dólares, cujo licitação deve ser definida até o fim deste ano e ser realizada em 14 anos.


Fonte: Gazeta do Povo