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Paraná poderá ter vacina eficaz e de menor custo contra covid-19

Por: Elite FM
Publicado em 21/07/2020
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O professor e pesquisador de Bioquímica e Fisiologia Molecular da UFPR Marcelo Muller – Crédito Reprodução

Com a expansão de casos de Covid-19 pelo mundo, cientistas de todo o planeta correm contra o tempo para encontrar uma vacina que seja eficaz e segura para a população. O Paraná também entrou nessa corrida e está em fase de produção. A técnica escolhida utiliza o polímero bacteriano polihidroxibutirato, também conhecido como PHB, e se der um resultado positivo em animais poderá significar o surgimento de um antídoto contra a doença.“Várias bactérias produzem esse polímero e ele contém algumas propriedades medicinais interessantes, que nós chamamos de biocompatíveis. Um material utilizado para produzir cápsulas, fios de sutura, próteses e o nosso organismo com o tempo consegue absorver esse material, sem que ele gere algum dano”, explicou o professor e pesquisador do Departamento de Bioquímica e Biologia Molecular da UFPR Marcelo Müller, ao longo da participação por videoconferência ao programa Assembleia Entrevista, da TV Assembleia. A ideia dos pesquisadores paranaenses foi utilizar esse material, nesse momento em que se busca tanto uma vacina, como um veículo para carregar o antígeno viral para dentro do organismo humano. O objetivo é produzir nanopartículas, que são em escalas similares ao tamanho do vírus e colocar proteínas do vírus sobre essas partículas “Revestir essas partículas com proteínas do vírus e fazer com que nosso sistema imunológico reconheça essas partículas como um, digamos, “falso vírus”, detalhou Müller. O processo tem se mostrado seguro. O que quer dizer que o indivíduo não corre o risco de desenvolver a doença, já que não é um vírus atenuado. A economia na produção de uma vacina foi outro ponto levantado pelo pesquisador.  Tanto pela estrutura já existente de um laboratório, como pelo fato de que não é um processo para produção de adenovírus (casos das vacinas em testes inclusive no Brasil: a chinesa e a britânica). Assim, pelos experimentos feitos até agora, ficou demonstrado que essa tecnologia é viável. Diferenças com outras vacinas - Nas outras duas vacinas, os cientistas usam os adenovírus, que não causam a incidência da doença e fazem com que esse vírus comece a mostrar essa proteína na sua superfície. Assim, o sistema imune do indivíduo ataca esse vírus, porque o reconhece como estranho. E, se tudo funcionar bem, ele começa a produzir anticorpos na superfície. No caso da pesquisa paranaense, o processo é parecido. A diferença é que por aqui os cientistas não vão trabalhar com o vírus, mas com pequenas partículas fabricadas em laboratório e que possuem proteínas em sua superfície. No caso do Paraná, se os profissionais conseguirem concluir que essa tecnologia é efetiva e segura, deverão protocolar um pedido de teste clínico. A partir daí são recrutados os pacientes/indivíduos e começa a avaliação em humanos. O teste clínico de nível 1 é feito com algumas dezenas de pacientes.


Fonte: Assessoria:Assembléia Legislativa Estado do Paraná