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Mesmo sem definir protocolo, municípios investem milhões em compra de ivermectina

Por: Elite FM
Publicado em 19/07/2020
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Imagem ilustrativa – Gazeta do Povo

Paranaguá, no litoral do estado, adquiriu, na última semana, 1,4 milhão de doses do antiparasitário ivermectina. O investimento de R$ 3 milhões na droga vem antes mesmo de uma adesão do município a um protocolo de tratamento preventivo à Covid-19 com o medicamento, que ainda não tem sua eficácia comprovada cientificamente. Além de Paranaguá, outros municípios paranaenses já fornecem o medicamento ou estudam sua inclusão no enfrentamento da pandemia causada pelo novo coronavírus. Ponta Grossa, um deles, já tem até protocolo pronto para “introduzi-lo no momento epidemiológico mais adequado”. Por outro lado, a prefeitura de Curitiba e a Secretaria de Estado de Saúde refutam tal uso, também não recomendado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A prefeitura de Paranaguá informou que a Secretaria Municipal de Saúde ainda não definiu o protocolo, os critérios de distribuição e o público alvo, mas que decidiu pela aquisição deste grande lote da droga (o município tem pouco mais de 150 mil habitantes) por conta da potencialidade mostrada pela ivermectina de conter a disseminação do vírus nas células.Os estudos in vitro demonstraram a redução da disseminação do vírus nas células o que é de grande importância para evitar o agravamento da doença. “Muitas cidades têm usado a ivermectina e relatado bons resultados na diminuição de casos agravados da doença”, alegou a prefeitura lembrando que o comunicado da Anvisa não recomendou mas, também, não contra-indicou o antiparasitário. A Anvisa recentemente lançou nota em que apesar de não haver comprovação de sua eficácia, também não há estudos que refutem seu uso. É importante salientar que não temos a expectativa de cura ou de utilizar a ivermectina como um tratamento milagroso ou mesmo uma vacina contra a Covid-19.” Nosso intuito é diminuir os casos agravados da doença”, respondeu o município. A ivermectina é uma tentativa de minimizar os efeitos agravados da doença”, diz. Ponta Grossa, nos Campos Gerais, está em fase de validação de seu protocolo de tratamento, que prevê a utilização de ivermectina de forma preventiva e a utilização de cloroquina na manifestação dos primeiros sintomas da doença. O secretário-adjunto da Fundação de Saúde de Ponta Grossa ressaltou que a proposta ainda será avaliada pelo Núcleo de Protocolo. O protocolo será orientativo, sem impor a obrigatoriedade e nem autorizar a livre prescrição. Como não existe consenso, nem afirmação favorável e nem desfavorável, fica a critério da avaliação do médico e do paciente, caso a caso. A prefeitura de Londrina respondeu que, no município, “estão sendo disponibilizados os medicamentos para tratamento precoce, desde que com autorização médica”. Vários médicos se posicionam contra o uso de medicamentos não comprovados e há os que  são favoráveis desde que com orientação médica. A ciência decorre dos procedimentos de erros e acertos até chegar a uma definição e com a invermectina e outros tudo está na fase experimental.


Fonte: Gazeta do Povo