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Alunos concluem 11 anos de escola e não sabem ler, interpretar, redigir e fazer contas

Por: Elite FM
Publicado em 18/07/2020
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Ministério da Educação/Foto:Divulgação

No ensino fundamental a mudança teria que ser profunda. Primeiro porque simplesmente não funciona hoje esta etapa do ensino, que deveria ensinar a ler e escrever e os rudimentos de aritmética. Aliás, isto deveria ser, a priori, algo ensinado em casa e não numa escola; esta deve ser apenas um suplente para ajudar pais que não consigam fazê-lo. Este fracasso educacional se deve a vários fatores. Um dos principais é a adoção de péssimos métodos, numa moda que – por ter conquistado as faculdades de pedagogia – acaba quase alijando os proponentes de métodos realmente eficazes, como aliás é o professor Carlos Nadalim, atual responsável pela alfabetização no MEC.Mas de que adianta ter um responsável com boa visão, se o sistema todo é voltado para a perpetuação do engodo, como é o caso? Se as professorinhas não precisassem mais do famigerado diploma de pedagogia, que veio a substituir com prejuízo o diploma de Escola Normal, obtido no Ensino Médio antigamente, elas já não seriam forçosamente sujeitas aos delírios duma chusma de acadêmicos delirantes que preferem repetir inverdades que pesquisar o que realmente funciona. As escolas públicas, esses gigantescos depósitos de crianças, deveriam ser simplesmente fechadas, com raríssimas exceções. Na verdade, o que elas fazem é dumping, a prática comercial imoral que consiste em colocar no mercado um produto por preço irrisório, levando à falência os concorrentes. Com a escola pública gratuita, fica infinitamente mais difícil manter escolas particulares. Estas, aliás, também são sujeitas a tantas determinações obscenas que mereceriam um texto à parte: minha proposta é libertá-las. Torná-las livres como os cursos de línguas e os preparatórios para Enem e concursos, diga-se de passagem as únicas instituições de ensino brasileiras que realmente fazem o que se propõem a fazer. 


Fonte: Carlos Ramalhete-Gazeta do Povo