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Subunidade proteica é mais uma estratégia na produção de imunizantes

Por: Elite FM
Publicado em 11/07/2020

Outra estratégia clássica na produção dos imunizantes é o uso de uma subunidade da proteína do vírus. As proteínas são bastante utilizadas porque, de acordo com virologistas, são o principal componente que o sistema imunológico reconhece nos agentes infecciosos. "Um exemplo é a vacina para hepatite B. Ao invés de dar ao corpo o vírus morto 'inteiro', aplica-se apenas uma proteína daquele vírus. O pesquisador seleciona aquelas proteínas mais importantes, as purifica, e usa como vacina. As vacinas da empresa de biotecnologia Novavax, da parceria entre Clover Biopharmaceuticals, GSK e Dynavax, da Vaxine Pty Ltd/Medytox e da biofarmacêutica Anhui Zhifei Longcom juntamente do Instituto de Microbiologia da Academia Chinesa de Ciências utilizam essa abordagem. Apesar dos bons resultados atingidos até o momento, o avanço nas etapas dos testes clínicos não significa que todas as vacinas darão certo. De acordo com Flávio da Fonseca, virologista, a taxa de sucesso em imunizantes, em geral, é de 1%. "A cada 100 vacinas, uma chega ao produto final. Mas hoje temos mais de 100 candidatos em estudos contra o novo coronavírus, então há chance de pelo menos um dar certo", estima o especialista. Por esse motivo há tantas etapas na produção do imunizante, de acordo com José Carlos Alves Filho, imunofarmacologista, membro da diretoria da Sociedade Brasileira de Imunologia e professor da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da USP."Muitos dos estudos, quando falham, estão nas fases iniciais. Mas há casos que estão na fase 2, onde um número pequeno de pessoas recebe a vacina, e se trata de uma amostra um pouco viciada. Um grupo que não tem uma diversidade muito grande da população, no qual [a vacina] funciona bem. Mas em uma população mais diversificada, na fase 3, mostra-se pouco efetiva", explica o imunofarmacologista. Sobre o tempo de ação de uma determinada vacina (se serão necessárias doses de reforço a cada ano, como o caso da vacina da gripe, ou se uma dosagem será suficiente, como a da febre amarela), Alves Filho argumenta que diferentes fatores influenciam esse cálculo.


Fonte: Gazeta do Povo